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Brasil faz acordo de cooperação e estratégias de inovação para o agro com Israel

🕔01.jun 2022

A formalização da parceria faz parte da programação da missão internacional iniciada em 8 de maio, sob coordenação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) brasileiro. O objetivo é aproximar e intensificar os vínculos entre o Brasil e os países do Oriente, África e Europa, no desenvolvimento tecnológico para o agro e, principalmente, na busca por soluções aos desafios recentes, como no segmento de fertilizantes. A comitiva contou com a participação dos delegados da ApexBrasil e MRE, além do Mapa e da Embrapa.

O acordo foi assinado entre as partes para colaboração em uma série de temas de agricultura, como uso de drones para a digital/sensoriamento remoto, microbioma de raízes para a produção de banana, cooperação que já está em andamento entre a pesquisadora Elisa Korenlbum e a Embrapa Agrobiologia.

O primeiro acordo entre a Embrapa e o Volcani Center ocorreu em 1994 na área de cooperação científica e técnica na agricultura e produção animal, em especial o melhoramento do rebanho leiteiro. Em 2019, novas possibilidades foram identificadas junto às unidades de centralizadas da Embrapa. O Volcani foi a instituição mais citada pelo pesquisador, em função das áreas de pesquisa, entre elas irrigação de precisão e gestão de recursos hídricos, incluindo o recurso da água, biossensores e nanotecnologia (biossensores), pós-colheita, e tolerância ao estresse biótico e abiótico (seca e calor), além de possibilidades nas áreas de bioeconomia, empresas startups .

Para o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o balanço da agenda em Israel foi bastante positivo: “Israel investe 4,5% do PIB em C&T – é o país que mais investe, no mundo, em poder (65% dos produtores possuem curso superior). Também investe em empresas de base tecnológica, principalmente no agro: são 500 agtechs , num país 400 vezes menor que o Brasil e que possui aproximadamente 1500 quase agtechs ”, disse. “O segredo desse desenvolvimento é o estímulo à inovação”, referindo-se ao potencial de transformação da economia nacional. No Brasil são 1,3% do PIB C&T. “Eles uma das maiores nações de empresas de base tecnológica do mundo, com mais de 7.100 startups – o correspondente são uma para cada 1.400 habitantes do país”, destacado.

Durante a visita a Israel, a comitiva brasileira esteve em hubs de inovação, como universidades e empresas de tecnologia que reúnem startups . Mais utilização de chamaram a atenção sobre a importância do investimento local em tecnologia militar e incentivo aos jovens, o que tem beneficiado o monitoramento de empresas, em áreas como ainda imagens de satélite e drones. “A cooperação, o investimento na formação de recursos, a inovação e a visão estratégica no que querem fazer são os principais pontos que direcionam o desenvolvimento israelense em PD&I”, resume.

 

 

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