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As cultivares de mandioca para mesa e para a indústria

🕔01.set 2016

mandioca altaA BRS 397 é uma cultivar de mandioca de mesa de polpa amarela com alto teor de betacaroteno que é o precursor da vitamina A nas raízes. No Distrito Federal e Entorno a cultivar apresenta produtividade de até 78 toneladas por hectare. Em função de sua precocidade a cultivar deve ser colhida preferencialmente de oito a doze meses após o plantio.

Por ter uma arquitetura pouco ramificada, os tratos culturais são favorecidos. A colheita também é facilitada em função da disposição horizontal da maioria das raízes, o que favorece o arranquio e despenca. Apresenta reduzido tempo para cozimento, bem como massa das raízes, quando cozida, textura farinácea, sabor característico e ausência de fibras, às quais são características culinárias positivas. Além disto, a cultivar apresenta moderada resistência à bacteriose, sendo mais indicada para o plantio em solos de média a alta fertilidade.

Outra semente de Mandioca para a mesa é a BRS 400. Ela tem polpa rosada com alto teor de licopeno nas raízes, substância esta que apresenta importantes propriedades antioxidantes. Em função de sua precocidade a cultivar deve ser colhida preferencialmente de oito a doze meses após o plantio. A cultivar apresenta baixa altura da primeira ramificação, desta forma deve ser evitado seu plantio adensado. A cultivar deve ser plantada preferencialmente sobre canteiros para facilitar a colheita, uma vez que apresenta raízes com tendência vertical. Apresenta reduzido tempo para cozimento, bem como massa das raízes, quando cozida, textura farinácea, sabor característico e ausência de fibras, às quais são características culinárias positivas. Além disto, a cultivar apresenta moderada resistência à bacteriose, sendo mais indicada para o plantio em solos de média a alta fertilidade.

A mandioca apropriada para a indústria tem como uma das suas boas cultivares a BRS CS 01. Ela é recomendada para cultivo nas regiões sul/sudeste do Mato Grosso do Sul, noroeste e extremo oeste do Paraná. Nessas regiões, sua produtividade média de raízes foi de 35,2 t.ha-1 no primeiro ciclo e tem a colheita feita por volta dos 12 meses. Além disso é  capaz de produzir 59,1 t.ha-1 no segundo ciclo, quando acontece a colheita por volta dos 18 meses.

Os teores de matéria seca foram de 40,4% no primeiro ciclo e 36,6% no segundo. A superioridade nos dois ciclos indica que a BRS CS 01 alia a precocidade à capacidade de aumentar significativamente a produtividade quando colhida com dois ciclos, característica altamente demandada pela cadeia produtiva.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE