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Aprendendo a conhecer e usar bem a Agricultura de precisão

🕔04.fev 2019

agricultura_precisaoAo contrário do que muita gente pensa, a agricultura de precisão não é só para o grande produtor que dispõe de muito dinheiro. O pequeno também pode fazer uso desses novos instrumentos. A agricultura de precisão envolve um conjunto de tecnologias destinadas ao manejo de solos, a culturas e ao uso de alguns insumos, como adubo, calcário e defensivos. Com a agricultura de precisão, o produtor pode obter redução de custos em todas as etapas da agricultura, desde a semeadura até a colheita. São técnicas ainda pouco conhecidas no Brasil, que utilizam equipamentos como GPS, sensores e aparelhos para mapeamento.

Um dos procedimentos mais conhecidos da agricultura de precisão é com a adubação. A partir das informações obtidas pelos mapas de características do solo, as máquinas não se limitam a adubar, de maneira igual, uma determinada extensão de terra. Um dispositivo automático, previamente elaborado a partir de um programa de computador, faz com que a adubadeira coloque diferentes volumes de fertilizante, em maiores ou menores quantidades, de acordo com a necessidade de cada parte do terreno. É, portanto, uma adubação diferenciada, identificando as “manchas” de terras que diferem do padrão da maior parte do terreno.

Atualmente, a agricultura de precisão no Brasil já vem sendo aplicada e está reduzindo custos em culturas de cana-de-açúcar, milho e soja, entre outras. A Embrapa tem pesquisas com culturas perenes, como a cana-de-açúcar, uva, pêssego, laranja, eucalipto e pastagens. Também trabalha com culturas anuais, como trigo, arroz irrigado, soja, milho e algodão, além do desenvolvimento e adaptação de novos equipamentos. Essa rede, constituída por 19 centros de pesquisa da Embrapa, é coordenada pelo pesquisador Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, tendo como vice-coordenador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste.

 

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