Alerta geral paras os produtores de tilápias: um vírus pode acabar com o criatório
O Vírus da Tilápia Lacustre (TiLV) colocou toda a cadeia produtiva da aquicultura brasileira em alerta, já que a doença é altamente contagiosa e pode provocar mortalidades massivas de peixes (até 90%) em ambiente natural ou de cultivo. Segundo a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o TiLV surgiu em 2009 em Israel. Na América do Sul, a doença foi registrada no Equador, Colômbia e, recentemente, no Peru. Além de outros países do mundo.
“Os animais infectados perdem o apetite, têm diminuição de movimento, lesões nas escamas e problemas de visão”, explica o pesquisador colombiano Edgar Andrés Pulido, que compartilhou a experiência vivida pela Colômbia.
Consultor e conferencista internacional, Pulido orienta que os piscicultores brasileiros reforcem as medidas de biossegurança, como minimizar a presença de predadores de tilápia e animais estranhos, além de higiene e monitoramento da doença. “É muito importante que os casos sejam reportados à autoridades, para que a gente consiga rastrear e tomar as medidas desnecessárias”, ressalta.
O TiLV não apresenta ameaças à saúde pública, mas a doença pode dizimar as populações de tilápia, o que impacta diretamente a cadeia produtiva da aquicultura brasileira. Na Tailândia, por exemplo, 90% dos estoques do peixe com o vírus morreram.
“O Brasil precisa se precaver de todas as maneiras. A produção de tilápia representa 51,7% da aquicultura nacional. Ser atingido por esse vírus interfere diretamente no setor e na economia do país, que gere empregos de forma direta e indireta”, destaca Emerson Esteves, presidente da Associação de Piscicultores em Água Paulista e da União (Peixe SP) e da Aquishow.

