A movimentação do mercado de lácteos no Brasil
A média nacional do preço do leite ao produtor foi de R$ 2,89 por litro em agosto de 2026, um crescimento de 0,04% em relação ao mês anterior, e um aumento de 13,7% em relação a agosto de 2025.
A relação de troca aumentou 4% no mês, indicando piora no poder de compra do produtor. Foram necessários 28,5 litros de leite para adquirir 60 kg de mistura. Nos últimos 12 meses, porém, a relação recuou 4%.
No varejo, o preço médio mensal da cesta de lácteos se manteve estável, diminuindo 0,1% em setembro de 2026. A maior alta mensal dos lácteos foi registrada pelo leite em pó e pela manteiga, que aumentaram 0,3%. Houve queda no preço do queijo e do leite UHT, que diminuíram 0,1% e 0,3%, respectivamente.
As importações brasileiras de leite e derivados somaram 243,1 milhões de litros equivalentes no mês de setembro de 2026, registrando aumento de 8,5% no mês e alta de 26,4% nos últimos 12 meses.
As exportações aumentaram 6,4% em agosto de 2026, totalizando 5,4 milhões de litros equivalentes. Em relação a setembro de 2025, houve uma queda de 6,2%.
No acumulado de 2026, o saldo da balança comercial de lácteos registrou déficit de US$ 834 milhões, correspondente a 1.882 milhões de litros.
O preço internacional do leite em pó integral registrou aumento de 0,5% em relação ao mês anterior, sendo cotado a US$ 3.605 por tonelada. O leite em pó desnatado aumentou 6,9%, sendo cotado a US$ 3.847 por tonelada.


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