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A importância econômica da castanha-do-brasil

🕔28.set 2016

castanha-do-brasil-1A castanheira-do-brasil, árvore nativa da Amazônia, ocorre em terras altas de toda a Bacia Amazônica.  Foi descrita em 1808 pelos pesquisadores Humboldt, Bompland e Kunth, com a denominação botânica de árvore majestosa da Amazônia (Bertholletia excelsa H. B. K.). Símbolo da região, tem merecido atenção especial da pesquisa devido à sua importância social, ecológica e econômica. Além do aproveitamento dos frutos, a árvore tem aptidão madeireira, mas só pode ser explorada dessa forma em plantios, já que integra a lista do Ibama como espécie vulnerável.

Em seu ambiente natural, a árvore atinge até 50 metros de altura, sendo uma das espécies mais altas da Amazônia. O fruto da castanheira (ouriço) tem o tamanho aproximado de um coco e pode pesar cerca de dois quilos. Possui casca muito dura e abriga entre oito e 25 sementes, que são as apreciadas castanhas-do-brasil. Caso não sejam consumidas, as sementes demoram de 12 a 18 meses para germinar sem tratamento adicional. Muitas delas são plantadas por cutias, que comem algumas delas e enterram as outras para comer mais tarde. As sementes esquecidas brotarão da terra para começar um período de vida que pode chegar a até 500 anos.

No ranking dos estados brasileiros, nos quais houve maior extração de castanha-do-brasil em 2013, destacam-se o Acre, o Amazonas e o Pará. Juntos, corresponderam a 91% da produção nacional. Conforme estudo realizado pela Câmara Setorial de Fruticultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em 2014, em 10 anos o Brasil deixou de ser o primeiro exportador e hoje configura-se como o terceiro da lista. O mercado é liderado pela Bolívia e pelo Peru. A cadeia produtiva de castanha no Brasil ainda enfrenta dificuldades de sustentabilidade no mercado, desde o processo extrativista até o beneficiamento.

 

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