Problemas provocados pela redução de proteína nas pastagens
Durante o período de seca, a qualidade nutricional dos alimentos que os animais tem à disposição, ocorre então um decréscimo extremamente alto nos níveis proteicos das forragens em até 50 por cento, segundo Marco Antônio Finardi, médico veterinário do Grupo Matsuda. Na avaliação dele, também há oscilação nos níveis energéticos, que ficam em torno de 15 a 20 por cento e nos níveis minerais esse decréscimo chega até 80 por cento.
Com o decréscimo destes nutrientes nas forragens, principalmente nos valores proteicos no período de seca, a atividade da microbiota ruminal fica comprometida, pois na maioria das situações, os níveis proteicos da dieta encontram-se abaixo de 7%, quantidade mínima para que ainda ocorra uma fermentação eficiente de forragem. Além da queda do valor nutricional, existe também uma maior dificuldade de digestão desses alimentos por parte dos bovinos. “Temos um aumento da parte estrutural da planta, principalmente no teor de lignina, que é um nutriente indigerível para o bovino, dificultando ainda mais o acesso da microbiota aos nutrientes em si”, fala o veterinário.
Com isso, aumenta também o tempo de passagem do alimento pelo rúmen. O animal vai comer menos, o que irá se refletir no seu desempenho, com a perda de peso. A utilização de proteína e energia nessas épocas do ano é extremamente importante, principalmente a proteína para que este nutriente ofertado equilibre os níveis mínimos de proteína disponibilizada para a microbiota e melhore a sua multiplicação e o povoamento ruminal.

