Aproveitando melhor a capacidade produtiva do fruto do pequi
O pequizeiro é parte da biodiversidade nativa do Brasil. Seu fruto, o pequi, é um produto típicamente nacional, uma riqueza que vem sendo preservada pelo trabalho de inúmeras comunidades tradicionais. O pequizeiro é muito comum nas áreas do Cerrado brasileiro, sendo encontrado em toda a região Centro-Oeste. Mas a árvore também ocorre na Amazônia e no Pará, em alguns estados do Nordeste e ainda em Minas Gerais e São Paulo.
Para manter esse patrimônio natural preservado a adoção das chamada boas práticas de processamento na exploração dos pequizais é essencial. Essas boas práticas começam ainda no momento da coleta dos frutos mas inclui também seu transporte e armazenamento. Tais instruções orientam as comunidades extrativistas quanto aos procedimentos mais adequados desde a colheita do pequi até o preparo dos produtos derivados, tornando o trabalho menos ameaçador aos pequizais.
Existem métodos adequados para a preparação de produtos, como a extração do óleo da polpa e do caroço do pequi, muito utilizados na culinária. O óleo extraído da polpa, de coloração amarela, é encontrado com mais facilidade no mercado. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Herbert Cavalcante de Lima diz que a extração artesanal, a quente do óleo do pequi, diferente do processamento industrial, pode ser feita em residências ou em pequenas agroindústrias.
O pesquisador explica ainda que também é possível extrair outro óleo do caroço do pequi, amêndoa, também chamada bala ou balinha. De coloração mais clara e mais difícil de ser extraído, bastante apreciado por indústria de panificação, para biscoitos, e também para o preparo de cosméticos e sabonetes finos, por exemplo. Mais valorizado, o litro desse produto pode chegar a ser vendido por até R$ 60,00.
Caso não seja possível extrair o óleo do caroço do pequi logo após a coleta do fruto, o produtor pode armazená-lo por um período de até seis meses, desde que antes o caroço passe por um processo de sanitização.


