A instabilidade do tempo faz o produtor de milho ter prejuízo
Este ano, é muito provável que a safra brasileira de milho seja 10% menor do que estava previsto para 2018. Na maior parte do país o tempo segue firme e sem previsão de chuva. Neste fim de semana, a instabilidade avança sobre grande parte das regiões produtoras de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, oeste do Mato Grosso, São Paulo e sul de Minas Gerias.
Para os próximos dias nas regiões produtoras, uma nova frente fria avança sobre o Brasil, causando chuva mais generalizada em grande parte da região centro-sul. No Tocantins, Piauí e na Bahia, o tempo segue aberto e sem previsão de chuva generalizada. No Maranhão, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) associada a presença de áreas de instabilidades, provocam pancadas de chuva ao longo dos próximos sete dias.
A tendência é do retorno da chuva em grande parte do país, que será muito comemorado pelos produtores. No entanto, a instabilidade chega tarde para salvar o milho safrinha, que já se encontra com fortes quebras em praticamente todas as regiões produtoras do Brasil. A exceção é para as regiões do oeste e centro-norte do Mato Grosso, onde a chuva se prolongou até a semana passada e com isso, as lavouras estão em excelentes condições com estimativas de produtividades excepcionais.
A redução na safra de milho varia muito de região para região, sendo o Paraná e São Paulo as localidades que apresentam as maiores quebras, com perdas superiores a 25%. Por conta disso, o Brasil deverá colher uma safra de milho 10% menor do que a estimativa que estava sendo projetada para 2018 e 18% a menos do que o registrado na safra passada.

