Nordeste Rural | Homepage


Invasão da tilápia-do-nilo pode reduzir espécies nativas de peixes nos rios

🕔04.nov 2016

peixe-tilapia-1A tilápia-do-nilo foi introduzida no Brasil no início da década de 1970, para repovoamento de açudes do Nordeste, por meio de um plano do governo federal de combate à fome nessa região. Depois, o cultivo espalhou-se por todo o País. Mas um estudo recente, concluiu que a tiláplia do Nilo está competindo com espécies de peixes nativos da Amazônia.

Estudos conduzidos pela Embrapa Amapá indicam a necessidade de um plano de manejo para o controle da tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) na Bacia Igarapé Fortaleza, que abrange os municípios de Macapá e Santana (AP). Como não é um peixe nativo, está causando forte pressão sobre espécies nativas como os peixes conhecidos por acarás, reduzindo sua população. Também tem potencial para comprometer a estrutura da população de outras espécies de peixes dessa região da Amazônia.

Nessa região, a tilápia-do-nilo foi introduzida em diversas pisciculturas para alimentar pirarucus, devido à sua capacidade de se reproduzir naturalmente em viveiros de cultivo. Porém, a criação trouxe impactos ambientais decorrentes de escapes e solturas para a natureza.

Para controlar a proliferação do peixe exótico, a Embrapa recomenda o uso de armadilhas tradicionais como redes e tarrafas ou captura mais moderna como a pesca elétrica. Os dados fazem parte de publicação técnico-científica da Embrapa Amapá, de autoria do pesquisador Marcos Tavares-Dias.

 

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE