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Mais de mil poços são perfurados no semiárido pernambucano

🕔18.out 2016

pocos-tubularesO trabalho vai levar água para mais de 20 mil moradores das áreas atingidas pela seca. Foram perfurados 1.186 poços e instalados em 49 municípios, um investimento de cerca de R$ 34 milhões em comunidades rurais diferentes. O trabalho é da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Entre as regiões beneficiadas estão o Sertão do Araripe, Sertão do Moxotó, Agreste, Sertão do São Francisco. Os poços perfurados e instalados pela Codevasf no semiárido de Pernambuco são uma tecnologia de convivência com a seca que se divide em dois tipos: poços sedimentares ou cristalinos.

Os sedimentares são perfurados nos locais que possuem manchas de sedimentos, como arenito e calcário, escavados a profundidades que podem variar de 100 a 200 metros, e fornecem grandes volumes de água oriunda do lençol freático. A captação da água é feita por meio de motobombas de alta potência.

O outro tipo de poço, o cristalino, é perfurado e instalado em regiões de subsolo rochoso, entre 50 a 70 metros de profundidade, e a água é captada das fendas nas rochas, onde se acumula. O volume é menor, e a captação é feita por catavento ou por bomba submersa.

A água captada do poço, segundo explica Elijalma Augusto, engenheiro civil da Codevasf em Petrolina (PE), é direcionada através de uma boia para um reservatório – que funciona como um chafariz de onde a comunidade recolhe a água usando diversos tipos de recipientes –, e para um bebedouro, onde é consumida por animais. Há poços desse tipo instalados também nas imediações de escolas rurais.

Elijalma Augusto informa que, na região de Pernambuco atendida pela 3ª Superintendência Regional da Codevasf, existem diversas bacias sedimentares, sendo as maiores as de Jatobá, de Araripe e de São José de Belmonte; e outras menores, como as de Cedro, Tupã-Nancy, Araras e Fátima.

 

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