O vinho e as uvas famosas do velho mundo
Fernando Antonio Queiroz Fonseca Júnior
Olá, queridos enófilos!
Estamos aqui para comentar sobre as célebres uvas do velho mundo ou antigo continente. Vamos tratar do básico, pois o tema como um todo é complexo e por isso temos que desbravá-lo por partes.
Como dito no texto anterior, o caminho percorrido pelo vinho na Europa é: Grécia (Deus Dioniso); Itália (Deus Baco); França (berço da adoção); parte da Alemanha (Brancos maravilhosos); Espanha (amigos da Argentina) e Portugal (amigos do Brasil). Antes que me questionem, quero deixar bem claro que EXISTEM SIM outros países na Europa que também produzem e consomem vinho, mas não são tão famosos quanto os citados.
Percebam que todos os países mencionados são litorâneos e por isso os denominados “nômades” caminharam por onde havia água e consequentemente possibilidade de plantação. Em seu trajeto, a caça e o fogo assumiam papel determinante para a sobrevivência. Porém, a uva tinta também tinha a sua importância, pois ajudava a proteger o corpo contra o frio.
Na Itália os imperadores exigiam alimentos selecionados, mas também cuidavam de estocar as melhores uvas. Nesse mesmo período, descobria-se que a fermentação natural e o armazenamento em barris e garrafas proporcionava melhora no vinho. Atualmente, as principais regiões produtoras de vinho da Itália são a Toscana e Piemonte e suas principais uvas, a “Sangiovese” e a “Nebbiolo”.
A França absorveu tudo isso, adaptou e promoveu melhorias. Por tudo isso o vinho francês se tornou glamoroso e ganhou fama, fazendo com que países vizinhos iniciassem também um processo em busca da excelência na produção dessa bebida dos deuses. E foi desse país, precisamente das famosas regiões de Bordeaux e Borgonha, que saíram talvez as uvas mais conhecidas do mundo: a “Cabernet Sauvignon” e a “Chardonnay” sendo esta última a rainha das brancas.
A Grécia com sua culinária mediterrânea à base de peixe e azeite se transformou num país cujo consumo dos vinhos é bastante elevado, mas por lá são os brancos que se destacam, ,mas, acreditem, lá tem vinhos muito bons.
A Espanha e Portugal não ficam atrás. As regiões de Rioja e Ribeira del Dueiro na Espanha nos beneficiam com os melhores vinhos elaborados com a uva “Tempranillo”. Em Portugal, Alentejo, Dão e Douro, tem na sua uva “Touriga Nacional” sua maior estrela.
Para finalizar, eu lembro a regra básica da harmonização: tentem consumir vinhos de cada país e de cada região com pratos e refeições da mesma localidade.
No próximo texto, falaremos sobre o vinho do mes de agosto. Aguardem!
Saúde a todos e tim tim.
Fernando Antonio de Queiroz Fonseca Jr.
(TONY)


