O controle biológico de pragas por um agente chamado joaninha
A joaninha ataca diversos tipos de pragas, entre elas a cochonilhas e pulgões, mas o alvo biológico destacado na instrução normativa foi a cochonilha-rosada, inseto originário da Ásia, que suga a seiva das plantas e pode provocar sérios prejuízos a diversos tipos de lavouras. “O Mapa aceitou como referência documentos científicos que comprovam a eficácia da joaninha no combate à cochonilha-rosada na uva. Trata-se de um trabalho realizado no exterior e que foi aceito aqui porque a cochonilha-rosada, até há pouco tempo, não era uma praga presente no País. Ou seja, não teríamos como fazer o experimento aqui, mas no mundo inteiro já há relatos de utilização dessa joaninha desde o século XIX”, acrescenta o analista.
A cochonilha-rosada, praga que ataca mais de 200 espécies vegetais, poderá ser combatida com um inimigo natural, a joaninha Cryptolaemus montrouzieri, que também é predadora voraz de diversas espécies de cochonilhas e pulgões. Todas essas pragas podem ser controladas pelo inseto aprovado como produto fitossanitário na agricultura orgânica por instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O documento traz especificação de referência, ou seja, as garantias mínimas de eficácia do emprego da joaninha.
A Embrapa e o Mapa atuaram durante cerca de dois anos na elaboração dessa instrução normativa, publicada no ano passado. A tecnologia foi introduzida no Brasil há 17 anos pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e apresentou comprovada eficácia também em outros países. Agora ela está disponível para empresas de produtos biológicos que poderão ser multiplicadoras do produto para os agricultores.

