Flores do deserto ocupam espaço da pecuária no norte do Brasil
A Rosa do deserto chama a atenção pela sua beleza exótica graças às suas flores médias, mas muito delicadas, que brotam de galhos provenientes de troncos robustos e raízes retorcidas e entrelaçadas. Caiu no gosto dos paisagistas e decoradores por ser uma planta ornamental muito bonita, de baixa manutenção. É da família das suculentas, que armazenam água e têm uma durabilidade incrível, podendo viver por séculos, se cuidada de maneira adequada.
As flores estão ocupando literalmente os espaços antes praticamente exclusivos da pecuária e da piscicultura em Rondônia. A Estância Vitória, instalada em Urupá, na microrregião de Ji-Paraná, decidiu investir nas exóticas Rosas do deserto. Em dez anos, o produtor só fez ampliar o plantio e os investimentos. Usando o processo de polinização manual, foram criadas centenas de novas variedades, foram construídas mais estufas, e se dobrou a área de plantio, além da contratação de 50% a mais de mão de obra este ano.
Em 2015, a produção de 280 mil vasos/ano atingida em 2015 foi praticamente duplicada: a oferta perene em 2016 é de 500 mil vasos. A Estância Vitória já atende a seis estados brasileiros e lança catálogo com mais de 500 diferentes variedades para atender todo o país.
O resultado desse trabalho já pode ser visto no catálogo com 500 novas variedades que a Estância Vitória está lançando este mês com o objetivo de fidelizar seus clientes nos seis estados brasileiros onde atua: Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo. Os preços, para o consumidor final, são a partir de R$ 35,00.
As diferentes variedades podem ser identificadas por códigos de referência, linhas como crepon, cata-vento, peace, yellow, pétalas e grape; ou nome fantasia como fogueira, bailaora, sangria, crespúsculo, caleidoscópio e por do Sol, entre outros. Quatro delas foram batizadas com nomes de mulheres vencedoras do Prêmio Nobel da Paz, uma delas ganhou o nome da menina paquistanesa Malala Yousafzai, a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf, a militante pela paz também liberiana Leymah Gbowee e a ativista iemenita da Primavera Árabe, Tawakkul
Essa flor é originária da Península Arábica e do Sul da África e apresenta grande poder de mutação. Gosta de muita, umidade alta, clima quente e adubação rica em fósforo e potássio. Cuidar da Rosa do deserto é muito simples: “secou, basta molhar novamente”, segunda a produtora Tereza Cordeiro da Estância Vitória.



