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O jeito nordestino de cultivar o algodão colorido vai ser ensinado aos agricultores de países do Mercosul

🕔10.mar 2016

algodão colorido no péO cultivo de algodão colorido orgânico é uma das principais fontes de renda do Assentamento Margarida Maria Alves, situado no município de Juarez Távora, a 100 km da capital João Pessoa, na Paraíba. Quinze famílias de assentados cultivam o algodão colorido em sistema de sequeiro, sem nenhum tipo de adubo ou inseticida sintético. A área de 25 hectares não chega a aparecer nas estatísticas oficiais de produção do algodão, mas chama a atenção do Brasil e de diversos países por ser uma alternativa ao sistema de produção tradicional com alto uso de insumos e de água.

“Aqui nós já recebemos visitantes da Europa, da África, de vários agricultores das regiões vizinhas e até da universidade para conhecer o nosso trabalho”, conta orgulhoso o presidente da associação de produtores do assentamento, Luiz Rodrigues da Silva, conhecido como seu Betinho.

Agora essa experiência vai ser compartilhada com os agricultores familiares da Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru, que integram o projeto de Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, coordenado pelo Governo do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e os países membros ou associados do Mercosul, com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Segundo a especialista em cooperação Sul-Sul e consultora da FAO, Juliana Rossetto, o intercâmbio de conhecimento e de experiências é fundamental para a cooperação trilateral. “Nós vamos sistematizar as boas práticas de produção do Brasil e dos países envolvidos numa plataforma on line e intercambiar esse conhecimento para que os produtores de outros países possam se inspirar e aplicar em projetos similares, de acordo com a sua realidade”, explicou.

 

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