Chega ao mercado uma nova semente de amora-preta
A nova variedade é a BRS Xingu e foi desenvolvida pelos pesquisadores da Embrapa para atender aos pequenos agricultores e mesmo com espinhos suas vantagens de cultivo são muito atraentes como fonte de renda e agregação de valor. A fruta precisa ser mais divulgada, para ser mais consumida.
A nova cultivar tem maior tempo de prateleira, colheita estendida, com maior doçura. Sistema de cultivo é indicado para pequenos agricultores como fonte de renda e agregação de valor. Seu investimento inicial, tem retorno financeiro duplicado na primeira safra.
A pesquisadora responsável pelo melhoramento genético da nova cultivar, Maria do Carmo Bassols Raseira falou das características da amoreira-preta, onde o gênero rubus é muito rico. “Há muitas espécies nativas que se confundem com variedades melhoradas, por que elas acabam se intercruzando”, explica a pesquisadora para diferenciar entre as espécies de mesa e as usadas em arborização urbana.
Entre vantagens da BRS Xingu, a pesquisadora lista a produtividade que chegou a ultrapassar os 3kg, rendendo cerca de 800g a mais por planta, ao se comparar a cultivar BRS Tupy, a mais cultivada no mundo nos dias atuais, e ainda, a extensão da colheita para mais 15 dias.
O chefe-geral, Clenio Pillon, falou na sessão de lançamento da cultivar, ao exaltar a importância de oferecer à sociedade mais uma opção de variedades em frutas vermelhas tão importante para saúde humana, além de aumentar as perspectivas de renda da propriedade rural. “Precisamos falar mais nas vantagens do cultivo da amoreira-preta, pois seus frutos são fonte de saúde e é necessário expandir sua área de produção, pois hoje, no país há cerca de 900 hectares apenas de amora”, disse Pillon. O gerente adjunto da Emater Regional Pelotas, Ronaldo Maciel, participou da solenidade ao confirmar a importância da tecnologia para atender aos pequenos agricultores.
Segundo ele, um agricultor que queira se dedicar ao cultivo da amoreira-preta para fins comerciais, precisa adquirir 6.600 mudas para um hectare, usando um espaçamento superadenssado, o que significa investir inicialmente em um negócio entre 25 a 30 mil reais (plantas, infra-estrutura, manejo). “Vejo que entre os desafios no cultivo da amoreira-preta está a valorização da fruta como fonte de negócio e de alimento na dieta do consumidor.

