Vacas de leite podem produzir mais quando o produtor substitui os minerais inorgânicos por minerais orgânicos na alimentação dos animais
A substituição total de microminerais inorgânicos por minerais orgânicos proteinatos e levedura enriquecida com selênio é capaz de otimizar o desempenho do rebanho leiteiro e favorecer benefícios que passam da mãe para a cria. Conduzidas pelo professor brasileiro Eduardo Ribeir, as pesquisas trazem um novo patamar de entendimento fisiológico para o manejo de vacas modernas de alta produção. Os principais resultados destes estudos estão sendo apresentados pela Alltech, líder global em nutrição animal, no Agroleite 2026, de 3 a 7 de agosto, em Castro, no Paraná.
Segundo o médico-veterinário Rafael Barletta, gerente de vendas da Alltech, a iniciativa visa levar ao produtor brasileiro o que há de mais atual na ciência da nutrição global. “Esses trabalhos são muito robustos e estão em grande evidência nos mercados internacionais, como Canadá e EUA”, observa. Os trabalhos científicos de Guelph demonstram uma série de benefícios no sistema imunológico e metabolismo de vacas de leite ligados à substituição de minerais inorgânicos tradicionais (como sulfatos e selenito de sódio) pelas tecnologias de minerais orgânicos proteinatos e levedura enriquecida com selênio da Alltech. “Trazemos para o Agroleite resultados comprovados, que mostram como a nutrição de precisão, ao ser aplicada corretamente, impacta diretamente na capacidade do sistema imunológico de vacas de leite e melhora a eficiência do rebanho”, destaca o gerente.
“Nos últimos anos, o melhoramento genético impulsionou as médias produtivas de boas fazendas para patamares acima de 40 a 50 litros de leite diários. Porém, essa alta performance exige uma nutrição adequada de microminerais em todas as fases do ciclo produtivo, para diminuirmos estresse oxidativo e inflamatório severo, especialmente no início de lactação. Dados recentes demonstram que até metade das vacas manifesta alguma enfermidade nos primeiros 60 dias de lactação”, comenta Barletta. De acordo com ele, as fontes inorgânicas tradicionais possuem baixo coeficiente de absorção, falhando em suprir essa demanda metabólica alta. “O diferencial dos minerais orgânicos reside na alta biodisponibilidade. Ao ligarmos a molécula mineral a aminoácidos e peptídeos, mimetizando a natureza, garantimos uma absorção superior pelos receptores intestinais do animal, direcionando esses nutrientes estrategicamente para o bom funcionamento do sistema imune e reprodutivo”, explica.
Uma tecnologia criada pela Embrapa permite integração do agricultor no manejo do solo, implantação de culturas e conservação ambiental 0

No Comments Yet!
No one have left a comment for this post yet!