IA vai ajudar as Cooperativas do agro na gestão jurídica e contábil garantindo economia nos gastos
As mais de mil cooperativas agropecuárias brasileiras movimentam R$ 438,2 bilhões por ano e respondem por 53% da produção nacional de grãos. Com esse peso na economia, o setor opera, em grande parte, com sistemas de gestão genéricos, adaptados, não construídos para a realidade cooperativista. Para atualizar a mecânica de gestão, a Solterra Soluções Inteligentes, desenvolveu o ST7 COOP, ERP com inteligência artificial nativa e 27 módulos integrados voltado às cooperativas do agronegócio. Segundo levantamento conduzido junto a empresa americana de referência mundial em banco de dados e tecnologia empresarial, não existe software com o mesmo escopo no mundo.
O núcleo do sistema é o “ato cooperativo”, mecanismo que rastreia, para cada associado, a parcela que ele contribuiu para a cooperativa. Essa funcionalidade é central na legislação cooperativista brasileira e, em sistemas genéricos, funciona como adaptação; no ST7 COOP, é a base de toda a arquitetura. “Desde 1993, quando vi um produtor rural que não tinha mais nada para economizar na fazenda, a não ser tirar a alimentação da vaca, eu soube que precisava criar uma ferramenta para ligar o que ele faz dentro da porteira até a saída da cooperativa”, diz Luis Carlos Crema, CEO da Solterra Soluções Inteligentes.
A Reforma Tributária coloca o setor diante de um prazo. A partir de janeiro de 2027, entra em vigor a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que unifica o PIS e a Cofins e insere o produtor rural no circuito de tributação pela primeira vez. Sem controle integrado, a SOLTERRA estima perdas de R$ 265 mil para cada R$ 1 milhão transacionado. “Se integrarmos do produtor rural até a cooperativa, só com a reforma tributária estamos falando de uma economia de cerca de 20% em tributos”, pontua Crema.
O ST7 COOP conta com IA própria, a IA-ST7, que permite ao gestor solicitar relatórios por comando de voz, automatizar cotações e projetar cenários de crescimento. Em uma das aplicações registradas, a ferramenta analisou os dados de uma cooperativa com faturamento de R$ 5 bilhões e, ao simular a trajetória para R$ 15 bilhões em três anos, indicou a construção de uma indústria de etanol como rota. “A cooperativa pode pedir ao sistema qualquer informação e ele responde. É uma inteligência que aprende com o negócio”, sublinha Crema.
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