Em Minas Gerais um produtor rural conseguiu colher quatro safras numa mesma área em um ano
Um produtor mineiro conseguiu um feito inédito: em apenas um ano conseguiu colher quatro safras no mesmo talhão. Ele plantou, alternadamente, milho doce e feijão. O trabalho foi realizado pelo Grupo Aguetoni e mostra como o manejo estratégico pode aumentar a eficiência das áreas irrigadas
Na região de Água Compridas a marca foi alcançada em uma área de 46 hectares na Fazenda Novo Horizonte, com alternância entre milho doce e feijão, em ciclos de cerca de 90 dias cada.
A operação exigiu preparo técnico, gestão logística eficiente e agilidade nas decisões. “Foi uma necessidade que virou oportunidade. Uma indústria parceira pediu área, a gente tinha estrutura e insumo à disposição. E conseguimos encaixar quatro colheitas sem parar a engrenagem”, explica Leonardo Aguetoni, engenheiro agrônomo e gestor do grupo.
Áreas intensivas com feijão e milho doce chegaram a gerar de R$ 40 mil a R$ 45 mil/ha em faturamento bruto. Um valor expressivo, mas sujeito à volatilidade, especialmente do feijão, que pode variar de R$ 50 a R$ 400 a saca. “Não é receita pronta. Mas quando você tem água, contrato e agilidade, dá para fazer. E quando acontece, muda a forma de enxergar o potencial do pivô”, explica Aguetoni.
O grupo utiliza irrigação por pivô central Valley e mantém gestão detalhada por talhão, com planejamento de margens, monitoramento de produtividade e tomada de decisão em tempo real. São mais de 1.700 hectares irrigados distribuídos em cinco fazendas nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
“Já aconteceu da indústria ligar na quinta e a gente plantar na segunda. Isso só é possível com preparo e visão estratégica. O pivô deixou de ser só uma ferramenta de irrigação. Hoje, é o que mantém o sistema girando”, resume Aguetoni.

