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Pastagens com melhor qualidade e mais produtivas com uso de um novo bioinsumo

🕔04.jul 2025

Um novo bioinsumo, desenvolvido a partir da combinação de bactérias promotoras de crescimento, tem potencial para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de diferentes tipos de pastagens no País. Resultado de uma parceria público-privada entre a Embrapa Agrobiologia (RJ) e a empresa Agrocete, o produto — com lançamento comercial previsto para 2026 — é de amplo espectro e pode ser aplicado em variados tipos de pastagens e sistemas produtivos, incluindo gramíneas. Com potencial multiforrageiro, a nova tecnologia biológica também pode contribuir para a recuperação de áreas degradadas e a redução do uso de fertilizantes químicos na pecuária brasileira.

O inoculante é composto por três estirpes bacterianas, incluindo o Bradyrhizobium, já conhecido pelo sucesso em culturas como a da soja, além do Azospirillum — microrganismo capaz de fixar nitrogênio atmosférico e estimular o desenvolvimento de gramíneas — e de uma terceira estirpe ainda em validação do gênero Nitrospirillum, que em testes laboratoriais apresentou alta eficiência na promoção de crescimento de raízes e de fixação de nitrogênio.

“O diferencial desse produto é que vai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional quanto àquele que pretende investir na mitigação de gases de efeito estufa por meio do uso do consórcio da gramínea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, explica Bruno Alves, pesquisador da Embrapa Agrobiologia.

Segundo o pesquisador Jerri Zilli, que também integra a equipe da Embrapa Agrobiologia responsável pelo desenvolvimento do bioinsumo, o objetivo foi formular um produto de amplo espectro, que atue positivamente sobre as principais leguminosas forrageiras recomendadas para consórcios. “Em casa de vegetação, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial”, destaca.

Outra vantagem é que o inoculante poderá ser útil mesmo em áreas onde não há leguminosas. Isso porque devido a sua formulação, o bioinsumo estimula também o crescimento de gramíneas, o que garante um retorno interessante mesmo para quem mantém pastagens exclusivamente com gramíneas, como a braquiária, por exemplo. “Mesmo nesse caso, o inoculante proporciona economia na aplicação de nitrogênio, o que representa um ganho real para o produtor”, explica Zilli.

 

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