Combate a resinose do coqueiro com uso da pasta bordalesa
Essa praga foi identificada, no Brasil, em 2004. Desde então, a doença tem-se disseminado gradualmente, aumentando o número de plantas infectadas, de focos nas propriedades e em diversas regiões e localidades. A resinose do coqueiro, causada pelo fungo Thielaviopsis paradox. Para a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, Sergoé, Dulce Regina Warwick “Nós temos procurado várias alternativas para combater a resinose e a melhor tem sido o controle através do uso da pasta bordalesa”.
De acordo com a Embrapa Tabuleiros Costeiros, quando atacadas pela resinose, as plantas do coqueiro apresentam encurtamento das folhas novas e presença de resina de cor marrom avermelhada que escorre por fissuras no estipe. Através da dissecação do tecido vegetal, verifica-se presença de extensas manchas amarronzadas na região interna do tronco. A doença provoca a diminuição da atividade fotossintética das plantas infectadas devido à redução da absorção de nutrientes do solo até as folhas. Na fase final, as plantas morrem.
A pesquisadora, ressalta que os experimentos com a pasta têm sido eficientes. Ela ressalta, ainda, que a aplicação da bordalesa em plantações de coqueiros não traz nenhum tipo de impacto ambiental, pois é um produto que funciona como adubo, uma vez que é formado pelo cálcio, importante nutriente para o coqueiro, e também pelo sulfato de cobre, outro elemento que serve de alimento para a planta.
Dentre outras vantagens do uso dessa tecnologia estão o baixo custo e a possibilidade de ser produzida na propriedade. “Esta é uma grande vantagem, pois o custo é bastante acessível, uma vez que o produtor compra o sulfato de cobre e o cálcio hidratado e faz a mistura na propriedade, com o cuidado de não dissolver o sulfato na água fria”, explica.

