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A pecuária brasileira tem boas previsões para o desempenho em 2025

🕔01.abr 2025

É o que os especialistas estão chamando de a virada do ciclo pecuário, com um segundo semestre muito bom. E uma oferta mais contida de carne. O panorama foi longamente debatido neste mês, na segunda reunião ordinária da Associação Brasileira da Indústria de Suplementos Minerais (ASBRAM), realizada em São Paulo. “De 32 praças que acompanhamos permanentemente, em apenas duas os preços não caíram de janeiro a março. Mas não é um movimento que preocupa. É normal o descarte de fêmeas da estação de monta. Isso ainda está alto, pressionando os preços. Mas devemos viver alguns meses de equilíbrio e a segunda metade do ano deve marcar uma retomada forte. A guerra comercial deve ser benéfica para o Brasil, os países compradores vão adquirir mais nossa proteína, principalmente a China e os Estados Unidos. Existem problemas sanitários na Europa e o Japão e a Coreia do Sul podem começar a querer nossa carne em breve”, analisou Felipe Fabbri, da Scot consultoria.

O especialista faz duas ressalvas diante de tanto otimismo. Tudo depende da atratividade da cria, dos preços do boi gordo e até quando segue a oferta de fêmeas. E mais. “O mercado interno merece cuidado por conta da inflação alta e do dólar. De qualquer maneira, a carne bovina está competitiva em relação a frango, suínos e ovos, principalmente nos cortes do dianteiro. O desemprego está baixo e a renda média crescendo. Isso dá uma certa garantia de escoarmos boa parte da produção dentro do Brasil’, esclareceu.

O volume de embarques internacionais certamente vai dar uma alavancada na recuperação dos preços da cadeia. Felipe afirma que 390 mil toneladas foram vendidas em janeiro e fevereiro. O ano pode terminar com um recorde absoluto de 3,6 milhões de toneladas de carne bovina. “E o segundo semestre é histórico em exportar mais. Com menos fêmeas e novilhas. No ano passado, o mercado não absorveu os R$ 350 reais. Mas acho que agora pode ser realidade”, adiantou.

O desempenho do segmento também vem embalando a comercialização de suplementos minerais. No primeiro bimestre, foram vendidas 349,4 mil toneladas, uma expansão de 4% sobre o mesmo período de 2024, com um total de 62 milhões de cabeças suplementadas. “As empresas do segmento sabem que os dois primeiros meses do ano são muito voláteis, mas a performance foi boa, estamos crescendo. Olhando a Economia, no mundo, as incertezas estão aumentando por causa da postura do presidente norte-americano. No Brasil, a inflação segue crescendo, ameaça contaminar inclusive o ano que vem. O Produto Interno Bruto vai desacelerar em 2025 e 2026. E os juros vão permanecer altos. Porém, as estimativas para as atividades agropecuárias neste ano são ótimas, de até 6,7%”, explicou Felippe Cauê Serigati, coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio do FGVAgro e do Painel de Comercialização da ASBRAM.

 

 

 

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