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Mais produção de milho com uso de novas tecnologias

🕔10.jul 2024

Para não precisar explorar mais áreas para cultivo, ou mesmo competir por área plantada de soja no verão ou trigo no inverno, investir na fertilidade do solo com o foco no incremento da produtividade é a melhor saída para melhorar a produtividade do milho, um cereal utilizado na alimentação de animais, consumo humano e, mais recentemente, na produção de etanol, por isso, a demanda por milho tem sido maior diante das novas modalidades de consumo. No entanto, ampliar o investimento em fertilizantes químicos gera receio por parte dos produtores em relação ao aumento dos custos de produção e à assertividade da estratégia.

Por isso, em complemento aos produtos sintéticos, as indústrias de fertilizantes biológicos têm voltado os olhos para o cultivo do milho. Uma pesquisa realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a utilização de inoculantes com a bactéria Azospirillum brasilense (estirpes Ab-V5 e Ab-V6) na semeadura, por exemplo, permite uma redução de até 25% da adubação nitrogenada de cobertura, considerando a dose de 90 quilos (kg) por hectare (ha) de N-fertilizante.

Ainda segundo a entidade, esse percentual equivale a um potencial de redução de custo – R$ 119 por hectare. Devido a esse potencial de incremento de produção, a Novonesis, líder mundial em biossoluções, tem apostado nessa demanda pelo milho e trabalhado com soluções que contribuem para toda a cadeia produtiva.

Rodolfo Alexandre Zapparoli, Head of Sales Animal & Plant Biosolution da Novonesis, explica que a tecnologia de inoculação do milho com a bactéria benéfica Azospirillum brasilense propicia um incremento médio de 3,1% na produtividade. Aliados aos fertilizantes nitrogenados, microrganismos biológicos podem elevar em até 10% o índice de produtividade.

Produzir mais em uma mesma área é uma necessidade, pois a demanda segue avançando. De acordo com o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a demanda interna por milho é estimada em 84,5 milhões de toneladas ao longo de 2024. Contudo, devido às interferências do clima, o cenário de produção segue aquém do esperado.

Zapparoli explica que os inoculantes favorecem o crescimento radicular do milho, o que possibilita melhor exploração do solo, aumentando a eficiência do uso de fertilizantes nitrogenados e, assim, favorece que as plantas sejam um pouco mais resistentes ao estresse hídrico, por exemplo.

A qualidade dos materiais e a aplicação e dosagem corretas do inoculante são fundamentais para a obtenção de bons resultados no processo de fixação biológica para milho. Rodolfo Alexandre Zapparoli da Novonesis explica que manter o produto em local arejado e seco e não expô-lo diretamente à luz solar são algumas das recomendações para que o agricultor consiga retirar o melhor potencial do Azospirillum brasilense. “É importante também ler a bula do produto e seguir as recomendações. O inoculante AzoMax®, por exemplo, pode ser utilizado no tratamento de sementes na dose de 100 ml/saco de semente ou na aplicação no sulco de semeadura na dose de 200 ml/ha”, completa.

 

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE