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Solos que recebem altos volumes de chuva podem ser melhor adubados com uso de boro

🕔22.nov 2023

No caso da soja, uma das principais culturas do país, o excesso de chuvas nos estados do Sul resulta em aumento da lixiviação de nutrientes importantes do solo, entre eles cálcio, enxofre e boro. “Um dos agravantes dessa safra será a deficiência de boro, que tem papel fundamental na emissão das flores e, posteriormente, na alocação de compostos para o enchimento de grãos. Tudo isso terá reflexos no peso do grão e na produtividade como um todo”, alerta o engenheiro agrônomo Caio Kolling, supervisor técnico da MaxiSolo. “É por isso que, este ano, o produtor deve considerar fazer suplementação por cobertura”, acrescenta.

A suplementação é uma forma de repor os nutrientes, minimizando os danos provocados pelas perdas no solo e, por consequência, na planta. Composto por duas dinâmicas de liberação – uma mais rápida e outra gradual-, SulfaBor é um fertilizante mineral misto, com ação multinutricional que oferece, além do boro, cálcio e enxofre na forma de sulfato. Desenvolvida pela MaxiSolo, a tecnologia fornece os nutrientes no início, meio e fim da cultura. Estudos realizados pela equipe da MaxiSolo revelam uma tendência de incrementos em produtividade, que varia de 4 a 11 sacos por hectare de soja, trigo, milho e cevada.

Segundo Kolling, as perdas são variáveis e as fontes mais rápidas de boro têm maior tendência para a lixiviação. “O boro é um micronutriente que se perde com facilidade, podendo acarretar em diminuição de produtividade, vemos que SulfaBor reduz significativamente essas perdas”. Ele relata estudos realizados pelo Núcleo de Inovação e Pesquisa da SulGesso (NIPS), empresa referência na industrialização e comercialização de sulfato de cálcio no Sul do Brasil. “Liberamos SulfaBor em colunas com perfil de solo e simulamos chuva, em laboratório. Percebemos que, com 450 mm de chuva, ainda há liberação de boro pelo nosso grânulo. Isso significa que, com a liberação gradativa, a dissolução do grânulo é mais controlada. Com outras fontes, a perda já ocorre com menos da metade dessa precipitação. Concluímos que a variação de boro é tão grande que toda safra necessita uma suplementação anual de boro, na manutenção do solo”, assegura Kolling.

Caio Kolling explica que as aplicações podem ser feitas mesmo após o plantio. “O produtor que semear soja agora ainda pode aplicar essa tecnologia até o estágio V4, é uma janela de 15 a 20 dias que pode fazer, sim, muita diferença”. E detalha os benefícios da liberação controlada dos nutrientes. “A grande vantagem é que esse processo ocorre no período certo. Se a liberação do nutriente for muito rápida, haverá risco de lixiviação. Da mesma forma, a lentidão também será prejudicial, como é o caso de fontes concentradas, em formas não prontamente disponíveis. É preciso pensar na manutenção dos cultivos durante todo o ciclo”. Quanto ao volume a ser aplicado, Kolling aponta que se trabalha em cima de cada situação de solo e de planta, sendo que as melhores respostas acontecem entre 0,75 kg/ha e 1,25 kg/ha de boro para grãos e cereais.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE