A importância do enxerto para o desenvolvimento de novas plantas
Muitas árvores frutíferas são multiplicadas por enxertia. Ele não apenas mantém as características desejáveis na planta resultante, mas também é uma maneira rápida e confiável de reproduzir plantas superiores para cultivo comercial. A técnica envolve a introdução de uma gema, um broto de planta ou um galho em outra planta que é chamada de porta-enxerto. A planta enxertada carrega as características que se deseja obter para a nova planta, e será ela que dará frutos. O porta-enxerto é formado pelo sistema radicular e parte do caule; é responsável por fornecer água e nutrientes à planta e por garantir sua adaptação às condições de solo e clima.
O desempenho das plantas foi diferente de acordo com cada sistema de condução . “Consideramos o melhor sistema de produção de mudas em sacos plásticos a pleno sol. Conseguimos mais de 50% de fixação nos três tipos de enxertia que utilizamos em nosso estudo, sendo a brotação a mais eficaz, seguida da enxertia em fenda e na enxertia em splice”, informa Lima.
Com base nos achados do experimento, a recomendação para quem deseja produzir mudas é refazer a enxertia das mudas que não pegam. “Isso garante redução nos custos de produção, pois reaproveita os porta-enxertos”, comenta.
Tipos de enxertia que o agricultor pode usar:
Na enxertia, parte de uma planta cujas características são desejáveis é “implantada” no caule de outra planta, fundindo essas duas partes.
Brotação – Uma gema da planta a ser multiplicada é introduzida em um corte feito em uma muda que será o porta-enxerto.
Enxertia apical – Duas partes de uma planta com o mesmo diâmetro são perfeitamente encaixadas uma na outra. Uma corda é usada para amarrá-los.
Existem dois tipos de enxerto apical: enxerto de fenda e enxerto de splice. Diferenciam-se pelo corte feito nas plantas para encaixá-las. A primeira é um corte em av, e a segunda, um corte transversal.
A propagação vegetativa ou clonagem é uma excelente ferramenta para a produção florestal no Brasil, proporcionando o aumento da produtividade das florestas plantadas com espécies não nativas. No entanto, seu uso com espécies vegetais nativas ainda é incipiente.
A enxertia tem duas finalidades: auxiliar na criação e melhoramento genético das espécies e possibilitar a multiplicação de plantas superiores. “A enxertia pode ser o primeiro passo para domesticar espécies nativas do bioma, principalmente aquelas de difícil reprodução por estaquia. Assim, será possível selecionar materiais de elite com características desejáveis, como árvores mais baixas para facilitar o manejo, pomares mais homogêneos e árvores com maior potencial produtivo”, informa o pesquisador. Outra vantagem do uso da técnica é a redução do tempo para iniciar a produção.
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