O combate a nematoides e mofo-branco ganha reforço de dois novos defensivos
Produtores de diferentes culturas estão sempre atentos aos impactos que nematoides e mofo-branco podem causar. Se não houver controle, as perdas decorrentes de nematoides, por exemplo, podem representar 32% do rendimento da lavoura. No caso do mofo-branco, podem atingir até 70%, segundo a literatura especializada.
Os novos defensivos foram desenvolvidos pela empresa suíça Andermatt. São produtos biológicos altamente eficazes nesses combates. Contra os nematoides de galhas e lesões, chega ao Brasil o Nembac 42® e, contra mofo-branco, o Atroverde 77®. Ambos têm características que os diferenciam das dezenas de defensivos e biodefensivos já disponíveis e estarão nos canais de distribuição parceiros a partir de junho.
O nematoide é um verme microscópio que se alimenta dos nutrientes das raízes. Além disso, ele causa dano direto às células e esses ferimentos funcionam como “porta de entrada” para patógenos do ambiente. Sua ocorrência se dá em trechos específicos da área, as chamadas “reboleiras”, onde a lavoura se torna amarelada, debilitada, em geral, pelo nematoide e também por outra doença facilitada por ele.
Esse verme ataca a raiz de plantas em todo o Brasil, com maior incidência nos cultivos de soja, cana, milho, feijão, algodão e também em hortaliças. Só em nematicidas biológicos, produtores investiram quase R$ 1,4 bilhão na safra 2022/23, segundo estimativas da Andermatt do Brasil. Mais da metade (54%) teria ido para as lavouras de soja, seguidas pelas de cana (38%).
O mofo-branco é uma doença que preocupa seriamente produtores de soja, feijão, tomate e algodão, mas não só estes. Quando incide, costuma se alastrar por toda a lavoura. Além de agressiva, é persistente. Na forma de escleródio (estrutura adaptada para sobrevivência), o fungo Sclerotinia sclerotiorum pode sobreviver por 14 meses na superfície do solo e por 36 meses quando enterrado.
O combate ao mofo-branco precisa ser eficaz. O novo biológico age de duas formas simultâneas contra a doença. Numa das frentes, o Atroverde 77® emite sinais de alerta para que a planta se proteja. É como se estimulasse a produção de uma vacina contra o fungo. “Diante de um ataque, a planta já está preparada e reage, impedindo a instalação da doença. É uma ação sistêmica. A planta inteira desenvolve defesa”, explica o coordenador de pesquisa e inovação da Andermatt Brasil, Dr. Maurício Moscardi.

