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Manejo fitossanitário para controle em cultivos consorciados

🕔23.Maio 2023

Um dos grandes desafios da agricultura, principalmente nos sistemas orgânicos de produção, é combater as pragas e doenças nas lavouras sem utilizar pesticidas. Para tal, o manejo fitossanitário deve basear-se na prevenção, criando condições que desfavoreçam a poluição de insetos-pragas nas plantas cultivadas. O controle biológico é uma técnica que utiliza inimigos naturais das pragas para mantê-las sob controle e impedir que prejudiquem a produção.

Nesse manejo deve ser adotado um conjunto de estratégias que vão desde a diversificação funcional do ambiente à introdução de predadores nas lavouras, passando eventualmente pelo uso de caldas caseiras e bioinseticidas à base de fungos, bactérias ou vírus.

A diversificação funcional consiste no emprego de rotações de culturas e cultivos consorciados. Na primeira, as espécies são plantadas em sistema de rodízio, em que, quando uma delas é colhida, outra é plantada em seguida no lugar. No consórcio, duas espécies diferentes são plantadas ao mesmo tempo no canteiro. Essas práticas prorporcionam o aumento da biodiversidade e por sua vez apresentam os riscos de ataques de pragas e doenças.

As pesquisas realizadas pela Embrapa Agrobiologia ao longo de quase vinte anos possibilitam um acúmulo de conhecimento técnico sobre a distribuição de plantas que cultivadas em conjunto são capazes de reduzir o ataque de pragas e doenças. Inserir diversidade aos cultivos agrícolas equivale a reduzir o ataque de pragas e doenças. A diversidade funcional é uma ferramenta importante para o manejo fitossanitário porque busca fornecer condições para atração e sobrevivência de inimigos naturais, em integração com outras práticas.

 

 

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE