Cuidados para formar uma boa criação de rãs
A rã é classificada como pescado, uma denominação que abrange peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, quelônios e mamíferos de água doce ou salgada, usados na alimentação humana. Atualmente, mais de 90% da demanda mundial por carne de rã é atendida por produtos provenientes da caça, principalmente nos países asiáticos, com uma pressão cada vez maior dos grupos ambientalistas pela extinção dessa prática.
Para a criação de rã em cativeiro é necessário um rígido controle das condições ambientais, medições diárias de temperatura do ar (máxima e mínima), pH e da amônia da água dos tanques. O Brasil tem se destacado no setor de ranicultura, devido aos resultados das pesquisas desenvolvidas em várias instituições de pesquisa e ensino do país.
A maioria dos ranicultores brasileiros ainda luta com a baixa produtividade de sua criação, em decorrência da falta de informações técnicas e gerenciais entre os membros da cadeia produtiva, que refletem instalações deficientes e manejos inadequados. “No Rio de Janeiro, de cerca de 200 ranários existentes na década de 80, só restaram 36. Percebemos que falta conhecimento técnico aos produtores”, diz José Seixas, da Fundação Instituto Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj).
Os anfíbios como as rãs possuem duas fases distintas em suas vidas: uma exclusivamente aquática como girinos e outra aquática e terrestre. Na fase aquática, respiram como peixes através de brânquia. A fase de girino pode durar desde 70 dias até vários meses, dependendo principalmente da temperatura da água dos tanques. Um dos fatores principais para o sucesso da atividade de ranicultura é a qualidade de água, isto porque as rãs deixam suas excretas e restos de pele nos tanques de produção. Para que não sejam acumuladas substâncias tóxicas ao organismo dos animais, é necessário que a água seja renovada constantemente.
