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Treinamento para cotonicultores da região noroeste de Minas Gerais

🕔26.mar 2022

Serão as primeiras capacitações e treinamentos para incorporação das tecnologias, produtos e processos gerados pela pesquisa para manejo em lavouras de algodão agroecológico. As atividades serão concentradas nos municípios de Riachinho e Arinos, beneficiando, inicialmente, agricultores de Bonfinópolis, Dom Bosco, Natalândia, Santa Fé de Minas e Uruana de Minas.

Segundo Felipe Macedo Guimarães, analista do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologias da Embrapa Algodão (Campina Grande – PB), a ideia inicial é que os cotonicultores mineiros experimentem a cultivar 416 de algodão branco, desenvolvida pela estatal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), identificada por suas características agronômicas que poderão melhor se adaptar àquela região.

A iniciativa conta com a parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), que desde 2019 vem fomentando o resgate do cultivo dessa fibrosa em bases ecológicas no noroeste mineiro. “O projeto terá duração inicial de dois anos e nosso trabalho será realizado tendo como base a implantação de Unidades de Aprendizagem e Pesquisa Participativa, as chamadas UAP’s, para viabilizar soluções tecnológicas para o desenvolvimento da cadeia do algodão agroecológico no Cerrado do Noroeste de Minas”, detalha Macedo.

Basicamente, a equipe técnica da Embrapa pretende preparar 40 agentes multiplicadores por meio das UAP’s, difundindo conhecimento prático sobre o sistema de cultivo do algodão em consórcios agroalimentares. “Outra meta é determinar o desempenho agronômico de cultivares e de alguns genótipos de algodão convencional nas condições de solo e de clima do Noroeste de Minas Gerais e ainda, a posteriori, analisar a qualidade de fibra do algodão produzida no sistema agroecológico implantado nesse território”, acrescenta o especialista.

 

 

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