Nova técnica recomenda troca de estacas de madeira por tutor na plantação de pimenta-do-reino
A pimenta do reino tem mudança no sistema de produção. Agora é possível usar um tutor vivo em substituição das estacas de madeira. A tecnologia passa a ser Três novas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) marcam a expansão do sistema de produção da pimenta-do-reino com o uso do tutor vivo de gliricídia em substituição às estacas de madeira, nos municípios paraenses de Tomé-Açu, Santarém e Baião. As URTs são áreas de demonstração da tecnologia localizadas em propriedades de agricultores familiares e servem como polos de aprendizagem e difusão do conhecimento.
A substituição das estacas de madeira pela árvore de gliricídia como tutor da pimenteira-do-reino é uma tecnologia que conquista cada vez mais agricultores nas diferentes regiões do Pará. As três Unidades de Referência Tecnológica implantadas no estado têm 0.6 hectares cada uma e cerca de mil plantas, sendo 500 na estaca de madeira e 500 no tutor de gliricídia, que evidenciam as diferenças nos sistemas de produção.
O pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, ressalta que são inúmeras as vantagens do uso da gliricídia como tutor, entre elas, “a redução em 27% do custo de implantação do pimental em comparação ao sistema tradicional em função da substituição das estacas e da redução na aquisição de fertilizantes e adubos”, explica.
Além disso, como acrescenta João Paulo Both, analista da Embrapa Amazônia Oriental, o plantio da gliricídia evita o corte de árvores, contribui no sequestro de carbono, melhora a condição do solo com a fixação de nitrogênio e a incorporação da matéria orgânica. “O uso da gliricídia como tutor é sustentável em diversos aspectos, pois reduz custos e impacto ambiental, aumenta a lucratividade e melhora o ambiente”, afirma Both.
As Unidades de Referência Tecnológica implantadas em Tomé-Açu, Santarém e Baião estão abertas à visitação de produtores e interessados no tema. Além do trabalho com o tutor de gliricídia, as unidades apresentam novas variedades de pimenteira-do-reino livres de vírus, que serão lançadas em breve pela Embrapa Amazônia Oriental em parceria com o viveiro Pró-Mudas.
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