Manejo racional de vacas leiteiras favorece a mais produção de leite e menos emissão de metano
Segundo pesquisadoras da Embrapa mudanças climáticas e produção são dois grandes argumentos para a adoção do manejo racional, uma prática que começa a ser utilizada com sucesso entre produtores que têm vacas das raças Gir Leiteiro e Girolando em seus rebanhos. “Outro argumento já conhecido na prática pelos produtores que adotam a técnica é a melhora no manejo dos animais, facilitando o trabalho de condução do gado, evitando acidentes e o descarte das vacas mais reativas”, relata a pesquisadora da Embrapa, Mariana Campos , que coordenou a pesquisa no Complexo Independência de Bioeficiência e Sustentabilidade da Pecuária, na Embrapa em Coronel Pacheco (MG).
Durante o trabalho, as pesquisadoras identificaram que o temperamento interfere no metabolismo da vaca, influenciando a emissão do gás metano entérico, um dos principais causadores do efeito estufa. Essa é a conclusão de pesquisa da Embrapa Gado de Leite (MG) em parceria com o Departamento de Zoologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Juiz de Fora ( UFJF ). Além disso, uma pesquisa demonstra que vacas cujo temperamento é mais reativo à presença humana e à ordenha, podem produzir menos leite.
Após parir, algumas novilhas demonstram maior reatividade do que outras e a energia desperdiçada resulta em menos produção de leite e maior produção de metano entérico, além de elevar o risco de acidentes. Entre as características de uma vaca ou novilha reativa na sala de ordenha estão:
– Urinam e defecam com maior frequência;
– dão coices;
– sapateiam;
– se mostra agitadas;
– derrubam o conjunto de teteiras;
– apresentar menor velocidade de ordenha.
Em nomeações, as vacas mais calmas facilitam o manejo e diminuem o tempo de ordenha. As seguintes características são apreciáveis:
– Ficam mais tranquilas durante o procedimento de ordenha;
– passam mais tempo ruminando;
– comuns urinam e defecam na sala na ordenha;
– permanece mais tempo no cocho.

