Pragas que atacam a plantação de soja e o controle correto para evitar prejuízos
O manejo e controle adequados garantirão que sua cultura de soja se desenvolva com qualidade e responsabilidade ambiental. Por isso, os pesquisadores da Bayer dão sugestões de como proceder para controlar as principais pragas. Agora, vamos mostrar outras doenças que se manifestam quando não há acompanhamento no plantio e na preparação do terreno.
As plantações de soja, em todas as regiões brasileiras, estão sensíveis ao ataque da Lagarta-rosca. A largarta-rosca é da família Noctuidae. A espécie mais comum no Brasil é Agrotis ipsilon, da ordem Lepidoptera. O nome se deve ao seu comportamento quando é perturbada. Assim que sente a presença do predador, ela se enrola ao redor de si.
Na fase adulta, ela se transforma em mariposa de coloração parda ou marrom, com envergadura das asas anteriores de cerca de 5 cm. O inseto de hábito noturno deposita os ovos sobre a planta ou no solo. Em fase larval, ela tem coloração pardo-acinzentada e pode chegar a 4,5 cm de comprimento. Durante o dia, a lagarta-rosca fica abrigada no solo e à noite, se alimenta da haste da planta.
Além disso, essa praga também causa danos já no início da cultura de soja, já que se alimenta de sementes recém-germinadas. Solos muito úmidos e com maiores concentrações de matéria orgânica possuem condições favoráveis para infestação.
Para combater o ataque da lagarta-rosca o produtor deve seguir algumas regras: O monitoramento no pré-plantio é uma das principais formas de manejo e deve ser realizado em todos os contextos. Ele é ainda mais importante em áreas que contam com excesso de umidade e maiores concentrações de matéria orgânica.
Portanto, uma das primeiras formas de controle preventivo é a dessecação antecipada da cultura remanescente e das plantas daninhas hospedeiras. Além disso, é necessário prosseguir com o uso de biodefensivos sistêmicos. Essa medida pode ajudar no controle da lagarta-rosca, sobretudo pelo fato de ela ter hábito noturno. Tratamento de sementes e aplicações de defensivos nos sulcos de semeaduras também são fundamentais para o manejo dessa praga.
Outra praga que ocorre nas plantações é a Lagarta-elasmo. Ela pertence à família Pyralidae. A espécie Elasmopalpus lignosellus, da ordem Lepidoptera é a que mais acomete a cultura de soja no Brasil. Também conhecida como broca-do-colo, ela pode causar sérios danos no plantio se não for controlada.
A fase adulta da praga também é uma mariposa de hábito noturno. Ela mede, aproximadamente, 3 cm de envergadura, sendo um pouco menor que a lagarta-rosca. Na fase larval, ela possui coloração inicial esverdeada. Conforme vai aumentando de tamanho (que pode chegar a 2 cm), a coloração torna-se mais amarronzada. A lagarta-elasmo se acomoda em solos mais arenosos e se desenvolve em períodos de seca prolongados.
Logo após a germinação da soja, as lagartas iniciam o ataque. Sua presença pode ser identificada no tombamento e morte das plântulas em tempo, já que uma de suas características é a alta mobilidade.
Para combater e controlar essa praga é importante realizar o monitoramento da área. O produtor você deve prosseguir com o tratamento de sementes de soja. Antes do plantio, promova o controle cultural por meio da dessecação da cultura remanescente e eliminação de plantas daninhas.
É importante fazer a aplicação de biodefensivos sistêmicos produzidos especialmente para o manejo de lagarta-elasmo. Não deixe de usar esse produto nos sulcos de semeaduras. Lembre-se de o controle de cada praga deve ser feito de acordo com a realidade da sua lavoura.
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