Um equipamento especial para colheita do café em plantações de regiões montanhosas
O primeiro impacto gerado pela tecnologia para colheita do café em montanhas foi uma economia de R$ 770 milhões, para as regiões produtoras, na safra de 2019. O novo equipamento é uma derriçadeira capaz de multiplicar por quatro a produtividade do trabalho no campo. O equipamento Brudden DSC-18 foi lançado no fim de 2018 e é capaz de coletar até 28 kg por hora pelo sistema de vibração.
O equipamento foi desenvolvido para a colheita do café pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), Minas Gerais, com participação dos pesquisadores da Embrapa Instrumentação. A responsável pelo resultado é a derriçadeira costal, tecnologia que multiplica por quatro a produtividade do trabalhador de campo.
A derriçadeira costal é um aparelho mecânico manejado manualmente e acionado por motor lateral ou costal, que faz vibrar as varetas localizadas na extremidade superior de uma haste, promovendo a queda (derriça) dos frutos. É também chamada de mão mecânica, pela sua aparência semelhante a uma mão humana. Ela substitui a colheita manual, em que o trabalhador usa a mão para puxar o ramo e derrubar o grão. A tecnologia também dispensa o uso de escadas e permite maior produtividade.
É um sistema de operação semelhante ao pneumático, entretanto, um motor de dois tempos é acoplado diretamente à haste, tornando o operador autônomo em relação aos tratores e compressores. O peso total da máquina, atualmente, é menor que 6 kg. O peso maior localiza-se principalmente junto à base, o que torna a máquina relativamente ergonômica utilizando-se alça tiracolo. Essas características permitem que o equipamento trabalhe em terrenos acidentados e culturas adensadas, de forma eficiente, em uma propriedade de pequeno porte. Além disso, a derriçadeira tornar o processo mais ágil e causa menor injúria ao cafeeiro do que a colheita manual. O que permite que a planta se recupere mais facilmente.

