Mais dois estados do Nordeste poderão plantar milho usando o zoneamento de risco de milho com braquiária
Produtores do Piauí e Maranhão já podem realizar o plantio do milho consorciado com braquiária, permitindo acesso aos programas de seguro agrícola. Isso é possível graças à publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) das portarias de números 359 e 360, de 17 de dezembro de 2019, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura de milho consorciado com braquiária nos estados do Maranhão e Piauí, ano-safra 2019/2020.
Na mesma data, foram publicadas também portarias para o Acre, Pará e Tocantins. Além destes cinco estados aprovados em dezembro, o zoneamento já contemplava Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.
O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é um método desenvolvido pela Embrapa e parceiros, aplicado no Brasil por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas.
O consórcio de milho com braquiária é uma das estratégicas utilizadas no Sistema de Integração Lavoura Pecuária (ILP), tecnologia desenvolvida pela Embrapa que prevê a diversificação da produção e redução de problemas causados pelos cultivos anuais sucessivos e do impacto de estiagens nas lavouras sucessoras.
De acordo com a Nota Técnica publicada pelo MAPA, o cultivo consorciado de plantas produtoras de grãos com forrageiras tropicais tem aumentado significativamente nos últimos anos nas regiões que apresentam inverno seco. O consórcio do milho com a braquiária é possível graças ao diferencial de tempo e espaço no acúmulo de biomassa entre as espécies.
Ainda segundo a Nota Técnica, a associação entre o sistema plantio direto e o consórcio entre culturas anuais e pastagens é uma das opções que apresenta maiores benefícios, como maior reciclagem de nutrientes, acúmulo de palha na superfície, melhoria da parte física do solo, pela ação conjunta dos sistemas radiculares e pela incorporação e acúmulo de matéria orgânica, além de ser mais sustentável em relação ao cultivo convencional.
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