Controle no manejo do acasalamento ajuda a valorizar a criação de ovinos e caprinos
As técnicas de manejo de acasalamento em ovinos e caprinos permitem o uso racional de reprodutores, geralmente animais de alto valor zootécnico e econômico. Ao aplicar essas técnicas, o produtor tem como usar de forma mais intensa esses animais, investindo menos em número de reprodutores, utilizando animais de melhor qualidade e poupando-os de uma utilização excessiva na reprodução com as matrizes.
Para o pesquisador Hymerson Costa Azevedo, da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju, são várias as técnicas de manejo de acasalamento em ovinos e caprinos. “Uma delas seria a monta dirigida ou controlada, na qual você leva o reprodutor àquela fêmea que está no cio. A outra seria a estação de monta, na qual você escolhe um período do ano para que as suas ovelhas sejam acasaladas”, explica o pesquisador. Ele destaca, ainda, que é possível associar a essas técnicas, outras mais sofisticadas como a inseminação artificial que possibilita o acesso à genética de melhor qualidade.
Segundo Azevedo, a monta dirigida ou controlada, com cobertura apenas no momento da detecção do cio das ovelhas, é mais interessante para grandes rebanhos, pois facilita o manejo e racionaliza o uso do reprodutor. Já para pequenos rebanhos, a recomendação é que as ovelhas pernoitem com os reprodutores, uma boa alternativa para produtores que dispõem de pouca mão-de-obra para o manejo do rebanho.
Azevedo esclarece ainda que essa variação de técnicas não traz prejuízos para os produtores mas se a monta for feita apenas uma vez, o reprodutor poupa mais as suas energias, evitando o stress animal.

