Usina pernambucana inicia moagem apelando para voto de confiança no Poder Legislativo
Apesar do impasse criado pelo governo estadual ao negar o crédito presumido definido em lei e onde permite a concessão de 18,5% para CooafSul, como já liberado a outras usinas cooperativistas em PE, como a Coaf e a Agrocan desde 2015, os 629 canavieiros da nova cooperativa que arrendou a Estreliana decidiram iniciar a moagem ontem.
Deram o voto de confiança ao encaminhamento feito por deputados durante uma audiência pública da Assembleia Legislativa de PE (Alepe), realizada na Associação dos Fornecedores de Cana do Estado (AFCP). Os deputados pediram à CooafSul a reativação e se comprometeram de juntos, situação e oposição, atuarem politicamente para tentar reverter a negativa em favor da geração de 2,7 mil empregos e de R$ 9,5 milhões em ICMS.
“Vamos dar esse voto de confiança ao Poder Legislativo e ao governo, afinal, o governador Paulo Câmara foi o criador dessas leis em defesa do cooperativismo de usinas através dos produtores de cana, como fez com a Coaf e com a Agrocan. Vamos iniciar a moagem da Estreliana, na esperando de que o governo revisará a questão em favor de todos os envolvidos nesta grande cadeira produtiva e benéfica para Pernambuco”, informou José Carlos César, presidente da CooafSul.
Andrade Lima, presidente da AFCP, aproveitou para desmistificar boatos que circulam pelo Palácio e que ele acredita que podem ter influenciado na negativa do crédito para CooafSul. A primeira é que não é verdade que a cana usada nas usinas cooperativistas já representa a metade de toda a matéria-prima de PE, provocando a quebradeira das demais usinas. Na última safra, a Coaf e a Agrocan apenas moeram 1,7 milhão de toneladas, enquanto as outras 12,5 milhões. Outro mito é que crédito para CooafSul seria renúncia fiscal, quando ocorre justamente o contrário, pois, a usina parada não gera ICMS, já fabricando etanol deve gerar R$ 9,5 milhões do tributo. “Só não geraria o ICMS se a usina fosse produzir açúcar por conta da política fiscal praticada. Isso não ocorre em relação ao etanol”, explicou Lima.
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