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Uma oportunidade para aumentar a renda dos produtores de banana

🕔05.out 2016

banana-chipsA ideia é investir no plantio e produção da banana Pelipita, que pode ser uma ótima opção para incrementar a renda de pequenos produtores de várias regiões, e principalmente da região Norte. Há interesse da agroindústria em produzir um petisco do tipo chips, muito usado com esse tipo de banana, mas que as indústrias não tem encontrado no campo produção quantidade suficiente do fruto.

Essa oportunidade de investimento já com precisão certa de um bom retorno é apresentada pelo projeto Banana Pelipita: Alternativa para agricultores familiares do Estado do Amazonas na diversificação e agregação de valor na cadeia produtiva de plátanos para chips, liderado pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM).

Resistente às principais doenças da bananeira e apropriada para processamento de petiscos do tipo chips, a banana Pelipita, segundo a pesquisadora da Embrapa Mirza Carla Normando Pereira reúne qualidades superiores à banana Pacovan ou D’angola, apesar de sua aparência pouco atrativa, e que poderá atender à demanda da agroindústria para esse fim. Além da resistência às principais doenças da bananeira e da qualidade dos frutos, a Pelipita pode atingir produtividade entre 27 toneladas a 38,5 toneladas/ano; ou seja, pelo menos 50% superior à banana Pacovan ou D’angola, sempre que cultivada adequadamente.

Os frutos apresentam vantagens em relação aos da banana D’angola ou Pacovan, tais como 650% mais fibra e 625% menos gordura na polpa, o que lhes confere melhor digestibilidade e maior rendimento industrial, quando empregados na fabricação de farinha e banana chips.

Apesar de apresentar essa série de vantagens, a Pelipita não caiu no gosto dos produtores amazonenses, devido à aparência semelhante à banana Sapo, uma espécie que apresenta casca escura. Mas, por outro lado, possui outras vantagens em relação à banana Pacovan: é rica em fibras e quando frita apresenta maior crocância, não encharca, tem coloração alaranjada e sabor muito próximo ao da Pacovan. Essas qualidades fazem com que ela seja apropriada para produção um pouco mais sofisticada: a de bananas chips, e pode ser exportada nesse formato que agrega valor e pode incrementar a renda do pequeno produtor.

Desenvolvida em 2004 a partir de uma espécie peruana, a cultivar Pelipita foi fruto do trabalho de especialistas da Embrapa Amazônia Ocidental e Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA). O intuito foi apresentar uma alternativa à banana Pacovan, muito suscetível às doenças sigatoka-negra, sigatoka-amarela e mal-do-panamá. Assim como a Pacovan, a Pelipita é apropriada para ser consumida na forma cozida ou frita e compor pratos como mingaus ou doces.

Uma importante característica desejável na produção de alimentos desidratados, nos quais é incluída a batata chips, mandioca chips, banana chips, entre outros, é a crocância, e a textura é o atributo sensorial que mais influencia na qualidade dos produtos processados. Conforme Mirza, na cultivar Pelipita, o teor de umidade, menor que o da cultivar Pacovan, torna ainda mais interessante seu uso como alternativa ao agronegócio da produção de chips de banana. O teor de umidade obtido na farinha dessa cultivar é de 9,58%, enquanto da tradicional Pacovan é 10,10%.

 

 

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