Um recorde nas vendas de abacate com crescimento de 54% no primeiro semestre
Os números indicam que este é o melhor primeiro semestre da abacaticultura brasileira desde 2007, quando o entreposto – que comercializa um quarto do volume produzido de abacate no Brasil – o Ceagesp, em São Paulo, passou a fazer o levantamento das vendas. É o resultado do aumento da área de cultivo impulsionou as vendas e quase triplica as exportações do fruto no 1o semestre, com altas de 175% no volume e 153% na receita vinda do exterior.
A comercialização de avocado e abacate tropical no Brasil de janeiro a maio deste ano, 27.569 toneladas das variedades do fruto foram vendidas pelo seu maior entreposto no país, um crescimento de 54% (9.717 toneladas a mais) em relação às 17.582 toneladas registradas no mesmo período de 2022.
O avocado, variedade com casca mais escura e polpa mais consistente, tem cada vez mais conquistado o gosto dos brasileiros e ganhado os cardápios de bares e restaurantes. Com um preço médio cerca de três vezes acima do abacate tropical, a espécie teve as vendas ampliadas para 1.100 toneladas de janeiro a maio, um crescimento de 46,2% sobre o mesmo recorte de 2022, ano em que o Ceagesp registrou venda recorde dessa variedade.
Já o abacate tropical, variedade mais popular e com preço mais acessível, chegou a 26.469 toneladas de janeiro a maio, 10,3% acima do mesmo período de 2019, ano em que o entreposto obteve venda recorde desse tipo do fruto.
Além do avanço nas vendas, os brasileiros hoje podem degustar o fruto gastando menos dinheiro. Segundo o Ceagesp, o preço médio do avocado sofreu queda de 29,4% de janeiro a junho de 2023 (R$ 9,91 por quilo) em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 14,04 por quilo). Trata-se do valor mais baixo dessa variedade desde a safra de 2014.
Já o abacate tropical também está mais barato, com queda de 38,1% no preço médio de janeiro a julho de 2023, com R$ 2,42 por quilo, sobre o valor praticado no mesmo recorte de 2022 que foi R$ 3,91 por quilo, atingindo o preço mais baixo desde a safra de 2010.
Segundo a Associação Abacates do Brasil, o crescimento da comercialização do avocado e o seu preço mais acessível se devem à expansão de sua área de cultivo em solo brasileiro nos últimos anos, com um avanço de mil hectares em 2016 para 9 mil hectares em 2022.
“A supersafra mostra que o avocado, assim como o abacate tropical, segue em franca expansão e com um enorme potencial para apoiar o avanço do Brasil na fruticultura mundial, onde hoje o país já ocupa a terceira posição. Mas existe a oportunidade de destinar uma porção cada vez maior do cultivo de avocado para o mercado interno, o que também ajudará a sustentar o crescimento dessa cultura ao longo das próximas décadas”, diz Ligia Falanghe Carvalho, diretora-presidente da Associação Abacates do Brasil.

