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Um pasto mais produtivo para elevar os ganhos de peso na pecuária de corte

0 Comments 🕔16.out 2020

Quando comparado o potencial produtivo das cultivares lançadas há mais tempo com aquelas mais recentes desenvolvidas pela Embrapa, o resultado em ganho de peso de bovinos em recria pode ser muito diferente. Por exemplo, a BRS Paiaguás, lançada em 2013, proporcionou um ganho de peso por animal 63% superior ao conseguido pela BRS Piatã (2006) no período da seca, ambas cultivares de Brachiaria brizantha. Entre cultivares de Panicum maximum, o híbrido BRS Quênia (2017) propiciou aumento de até 18% no ganho de peso dos animais em relação ao Mombaça (1993).

Os dados foram apresentados por Gustavo Braga, pesquisador da Embrapa Cerrados. Segundo o pesquisador, os ensaios experimentais comparativos entre as cultivares foram conduzidos entre dois e três anos e por isso são dados bastante consistentes. Em mais uma comparação entre cultivares de Panicum maximum, bovinos da raça Nelore mantidos em pastagens de BRS Tamani apresentaram melhor desempenho (11%) em relação ao capim Massai durante o período das águas. Ao longo do ano, a BRS Tamani propiciou 9% a mais em ganho de peso vivo por hectare.

Entre os novos materiais, Braga destacou as características de cinco espécies desenvolvidas pela Embrapa: as cultivares de gramínea BRS Paiaguás, BRS Ipyporã, BRS Zuri, BRS Tamani e BRS Quênia e a cultivar de leguminosa BRS Bela (Stylosanthes guianensis).

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