Plantas nativas do semiárido podem ser solução de alimento para o rebanho
A caatinga possui uma grande biodiversidade que abrange diversas espécies vegetais com potencial de alimentar rebanhos. A conclusão é de estudo da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) e pode auxiliar na orientação de criadores do semiárido brasileiro. “São identificadas hoje na caatinga cerca de três mil espécies vegetais. Continentes como a Europa não possuem a diversidade deste bioma, que só existe no Brasil”, destaca a zootecnista Ana Clara Cavalante, pesquisadora da área de Forragicultura e Pastagens da Embrapa.
Com extensão aproximada de 900 mil quilômetros quadrados, o semiárido brasileiro é caracterizado por distribuição irregular de chuvas e ocorrência frequente de secas. Tais fatores climáticos são limitantes para a produção pecuária, mas o bioma caatinga possui diversidade de espécies vegetais, nativas ou adaptadas, que podem contribuir, de forma significativa para a alimentação dos rebanhos, seja como pastagem ou manejadas na forma de feno, silagem ou adicionadas nas rações. O aproveitamento desta biodiversidade pode ser garantido e otimizado por estratégias adequadas de manejo das chamadas forrageiras – plantas para consumo animal.
Com isso, os produtores rurais têm variedade de plantas com distintas características, seja as chamadas leguminosas, que são espécies mais ricas em proteínas, gramíneas , úteis para formação de áreas voltadas ao pastejo, cactáceas e outras opções como a palma forrageira. Algumas dessas espécies com melhor potencial forrageiro são as leguminosas gliricídia, leucena, sabiá e catingueira; gramíneas como os capins Buffel, Gramão, Massai, Tanzânia; cactáceas como xique-xique, mandacaru e palma forrageira.

