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Orientações que ajudam a controlar a Pérola-da-Terra, principal praga da cultura da uva

🕔09.set 2018

perola da terraA praga foi descoberta em 1922 no Rio Grande do Sul. A pérola-da-terra é um inseto em forma de pérola que vive no solo e, para se alimentar, suga as raízes das plantas, retirando os nutrientes que as mantêm vivas.  Fracas e desnutridas, em torno de três ou quatro anos após a contaminação, elas acabam morrendo. A praga é, hoje, uma das grandes preocupações enfrentadas pelos viticultores mas não infesta apenas os parreirais: o inseto se alimenta de pelo menos oitenta tipos diferentes de plantas. Apesar de não voar, a pérola-da-terra tem se espalhado rapidamente pelo país principalmente através das mudas contaminadas.

O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho,  entomologista Marcos Botton, explica, como fazer o manejo da pérola-da-terra e formas de evitar a dispersão. A solução para plantações já infestadas com a praga é a convivência, já que não há como eliminá-la do cultivo.

“A primeira preocupação é manter o vigor das plantas. Tem que fornecer comida para as plantas e para o inseto. Isso é feito através do manejo da adubação com destaque para o emprego da adubação orgânica”, orienta o pesquisador. “Outro ponto que tem que se levar em conta é a limpeza dos parreirais. Pesquisas realizadas pela Embrapa mostram que vinhedos onde não é empregado herbicidas em área total mantendo o manejo da cobertura vegetal dentro dos vinhedos resistem muito mais ao ataque da pérola-da-terra”, acrescenta.

Até o momento, não existe produto capaz de eliminar completamente a praga dos vinhedos que tem seu corpo revestido com cera que funciona como uma capa protetora, dificultando  a penetração de produtos químicos. No entanto, em determinadas situações, o uso de inseticidas do grupo dos neonicotinoides pode reduzir a infestação, auxiliando no manejo do inseto. “A Embrapa tem consciência da extensão do problema que tem ampliado nos últimos anos por isto esta concentrado esforços para desenvolver tecnologias que permitam conviver com o inseto”, ressalta o pesquisador Marcos Botton.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE