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O que o produtor pode fazer para controlar a tuberculose em rebanhos bovinos

🕔10.fev 2015

Em média, 90% das infecções por tuberculose ocorrem por vias respiratórias, em aglomeração de animais, mas existem outras formas de contaminação, como por via oral, quando, por exemplo, um bezerro mama em uma vaca infectada e também se contamina.

A tuberculose é uma doença crônica que afeta os pulmões e outros órgãos dos animais podendo trazer sérios prejuízos para o produtor rural. No entanto, mesmo ainda não tendo cura, é possível controlar a proliferação da doença. É o que diz o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Flábio Ribeiro Araújo.

“Nem sempre os animais apresentam sinais clínicos da doença. Há casos de animais contaminados com excelente estado de carne. A tuberculose é uma doença progressiva, que pode culminar com a perda de peso extrema do animal. É bom lembrar que não há cura, no caso de bovinos. Por isso, uma vez confirmada é necessário o abate sanitário e a notificação junto ao Ministério da Agricultura”, explica o pesquisador.  Por isso, ele recomenda que o produtor só compre animais que tenham sido examinados e apresentem resultados negativos para o teste da tuberculose.

Segundo Araújo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mantém o Programa de Monitoramento da Tuberculose Bovina, com os objetivos de baixar a prevalência e a incidência da tuberculose e certificar um número elevado de estabelecimentos de criação, nos quais o controle e erradicação da enfermidade sejam executados com rigor e eficácia, visando aumentar a oferta de produtos de baixo risco para a saúde pública.

CITEquin - Hospital do Cavalo, Paudalho-PE