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O Brasil é líder no consumo dos vinhos da região portuguesa do Alentejo

🕔13.jan 2021

A região do Alentejo, em Portugal, acaba de anunciar uma novidade: atribuição de certificados de produção sustentável, um selo inédito no setor, que será atribuído aos produtores que cumpram com requisitos de gestão de solos, água e rega, diminuição de produção de resíduos ou monitorização da fertilização, entre muitos outros critérios para uma prática de produção sustentável e de benefício ambiental.

Segundo dados da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), organismo de direito privado e utilidade pública que certifica, controla e protege os vinhos DOC e os vinhos Regional Alentejano, o Brasil ocupa o primeiríssimo lugar das exportações. Já, em termos de volume, o Brasil lidera o ranking das exportações (numa lista de 75 países), sendo Brasil o primeiro, seguido de Suíça, Angola, Estados Unidos e Polônia.

O Alentejo é a maior região de vinhos de Portugal e a que mais vende, tanto dentro quanto fora do país. A produção de vinho tem um impacto bastante relevante no consumo de recursos, nomeadamente ao nível de água, energia e materiais, sendo absolutamente necessária uma monitoração do consumo desses recursos e uma otimização dos processos. Sendo assim, a conquista deste selo traz outras vantagens aos produtores que apostam numa viticultura mais sustentável.

Esta certificação surge após cinco anos, desde a criação do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), pioneiro em Portugal e revolucionário do setor, que conta já com 422 membros associados, representando mais de 40% da área de vinha do Alentejo. Recentemente, o PSVA foi distinguido com o título de Embaixador Europeu de Inovação Rural pelo projeto LIAISON, uma Parceria Europeia de Inovação para a Produtividade Agrícola e Sustentabilidade lançada em 2012, pela Comissão Europeia, que promove os melhores projetos europeus ao nível da inovação na agricultura e silvicultura em áreas rurais.

“Produções vitivinícolas mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, através da redução do uso de pesticidas, do gasto de água e eletricidade ou da proteção da biodiversidade são, sem dúvida, produções mais viáveis economicamente, uma vez que tornam todo o processo, desde a uva até à garrafa mais eficaz e eficiente”, explica João Barroso, coordenador do PSVA.

 

 

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