Leite de baixo carbono é uma tecnologia cada vez mais presente no rebanho brasileiro
A redução de emissão de GEE na pecuária leiteira, ou seja, o leite de baixo Carbono é considerado, hoje, uma tendência da pecuária leiteira mundial. Os estudos levam para uma agropecuária mais sustentável, que pode tornar a pecuária eficiente, produzindo mais carne e leite na mesma área ou menor, com bem-estar animal e com conservação do meio ambiente.
Para isso, a Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, em São Paulo, desenvolve pesquisas e novas tecnologias. Estudos com sistemas para mitigação de gases de efeito estufa (GEE), como integração lavoura-pecuária (ILP) e lavoura-pecuária-floresta (ILPF) estão no portfólio do centro em São Carlos.
O principal estudo que os pesquisadores da Embrapa desenvolvem. Segundo o chefe de Transferência de Tecnologia, André Novo, é possível compensar as emissões geradas na pecuária leiteira. Segundo ele, a adoção de tecnologias e boas práticas, como ILPF, recuperação de pastagens degradadas e uso de aditivos na nutrição, é capaz de promover a redução de GEE e tornar a atividade de leite mais resiliente, trazendo vantagens econômicas para o produtor.
Além da mitigação, essas medidas podem melhorar a competitividade do produtor de leite no Brasil, com remuneração pela produção do leite de baixo carbono. A iniciativa está alinhada com as políticas públicas do setor para redução das emissões, como o Plano ABC+ 2020-2030 e com a meta 13 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que está relacionada à proposição de medidas para combater a mudança do clima e seus impactos.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, as soluções tecnológicas sustentáveis têm apresentado bons resultados e contribuído para uma agropecuária com menor impacto ambiental e maior produtividade, com ganhos sociais e econômicos. Demonstrando, assim, que é possível garantir a conservação, aumentar a oferta de alimento e reduzir as emissões. “Não basta só produzir. A produção precisa ser mais integrada, sustentável e inteligente. Mas isso precisa ser algo concreto, não utópico. É uma preocupação mais holística da agropecuária, que deve cuidar de aspectos que estão no entorno da produção, tudo com responsabilidade ambiental e social”, adverte Berndt.
