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Cuidados com o potencial do solo garante melhoria da produtividade da cana de açúcar

🕔15.set 2022

O setor sucroenergético vive um momento desafiador com as variáveis climáticas, crise dos fertilizantes e inflação atingindo os principais insumos para cadeia produtiva da cana-de-açúcar. Os solos cultivados com a cultura também apresentam uma baixa resiliência devido ao pisoteio dos maquinários presentes em todo processo produtivo até a colheita. A baixa diversidade de vida no solo devido à monocultura do sistema que permite o canavial ficar instalado na mesma área por ciclos sucessivos. Esses são alguns dos desafios enfrentados por usinas e produtores l que causaram baixa oferta de cana e castigaram as lavouras nas duas últimas safras.

Renato Delarco, Engenheiro Agrônomo e Sócio Proprietário da RR Agrícola, detalhou que os últimos anos não foram fáceis e que a biotecnologia Microgeo se encaixou perfeitamente nas operações do dia a dia e completando o pilar biológico na correção do perfil do solo. “Nós passamos por dois anos muito ruins de pluviometria, uma climatologia complicada. O final de 2020 já não foi bom, 2021 péssimo, muito ruim em termos de quantidade de chuvas, e 2022 começou bem, mas ainda está muito abaixo da média histórica da região. Para suprir isso a microbiologia era o pilar que faltava no manejo para equilibrar o sistema e diminuir as perdas agronômicas de produtividade, explica Delarco.

Para o Coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Microgeo, Marco Antonio Farias, o setor ainda levará mais duas safras para alcançar os patamares de moagem na casa das 580 a 600 milhões de toneladas ano safra, conforme dados divulgados pela UNICA. E correndo sérios riscos da safra atual, 2022/2023, voltar a patamares de moagem da safra 2011/2012, pois o processo de recuperação passa por reforma de canaviais degradados por falhas no estande, plantas daninhas e pragas. “Por isso a importância do investimento em tecnologias que possam agregar na retomada das altas produtividades por hectare, os sonhados três dígitos que hoje já é uma realidade em algumas usinas e produtores que conseguem trabalhar os três pilares básicos do solo: físico, químico e biológico.

O adubo biológico produzido com Microgeo vem contribuindo nesse cenário desafiador que o setor se encontra hoje. Na safra passada 2021/2022 as áreas monitoradas com colheita real no centro sul, apresentaram um ganho médio de 8,5 toneladas de cana por hectare (TCH) e 1,26 de toneladas de açúcar por hectare (TAH) em relação às áreas não tratadas com o adubo biológico, e trazendo uma margem de contribuição agroindustrial de R$ 1.433,88 por hectare”, conta Farias.

 

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