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Como reduzir as perdas do caqui no pós-colheita

🕔12.jan 2021

A adoção de tecnologias e de recomendações técnicas da Embrapa fez as perdas da produção de caqui de uma fazenda caírem quase 72%, saindo da média histórica de 16% para 4,5%, alcançados em 2019. Os altos índices de perdas da Fazenda Suynan, na região da Serra Fluminense, eram registrados desde a década de 1940 e quase fizeram o produtor abandonar a atividade. Depois da adoção de um método criterioso de seleção e tratamento dos frutos, de uma embalagem mais adequada à proteção do produto e até da modernização de instalações para adequação ao trabalho de embalagem, foram obtidos frutos padronizados, com mais valor agregado e maior tempo de vida útil.

Como resultado, a Suynan aumentou suas vendas em mais de 120%, pois os frutos passaram a ser mais valorizados pelos clientes. Com a entrega de caquis de alto padrão de qualidade, novos mercados surgiram. “Mesmo com a ampliação da produção em mais dez hectares, ainda não consigo atender a alta demanda proveniente de outras localidades do País. Preciso inovar ainda mais”, conta o empresário Roberto Lopes, proprietário da fazenda localizada no município de São José do Vale do Rio Preto (RJ).

As recomendações da equipe da área de pós-colheita da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) começaram pela a aquisição de um novo equipamento mais adequado à limpeza, escovação, seleção e classificação dos caquis. A máquina realiza a classificação dos frutos por tamanho e forma. Na sequência, os operadores e auxiliares de produção realizam de forma manual a separação por cor e estágio de maturação. Esse processo possibilitou a obtenção de um produto padronizado, com melhor aparência e maior valor agregado.

Em seguida, sob recomendação da equipe da Embrapa, um novo galpão para embalar os frutos (packing-house) foi construído na propriedade e os empregados – já em maior número – foram treinados para o adequado manuseio do fruto em todas as etapas de produção, desde o campo. Também foi indicada uma nova embalagem, de papelão com camada dupla, que aumenta a vida útil do fruto, em substituição às caixas de madeira, que geram mais de 20% de perdas do produto, segundo estudos realizados pela Embrapa e pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Atualmente, as caixas de papelão de seis quilos representam cerca de 95% da comercialização da fazenda, preservando a qualidade dos frutos que vão para o mercado. O uso das caixas de madeira de 20 kg foi diminuído drasticamente, sendo utilizada apenas para os frutos muito pequenos e com pouco valor comercial.

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