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Café capixaba tem reconhecimento de Indicação Geográfica

🕔11.fev 2021

É uma importante conquista para os produtores de café dos dez municípios do Espírito Santo e seis de Minas gerais. O café da espécie Coffea arabica da região do Caparaó, localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, recebeu o registro de Indicação Geográfica (IG). O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) reconheceu o produto como IG, na espécie Denominação de Origem (DO).

A área geográfica de cultivo envolve dez municípios capixabas e seis mineiros. Ao todo, são 16 municípios: Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Alegre, Muniz Freire, Ibitirama, Iúna, Irupi, Ibatiba e São José do Calçado, no Espírito Santo; Espera Feliz, Caparaó, Alto Caparaó, Manhumirim, Alto Jequitibá e Martins Soares, em Minas Gerais.

“O reconhecimento é uma conquista para os produtores e uma possibilidade de agregar valor para o produto e a região, promovendo o desenvolvimento rural e a sustentabilidade”, ressalta a coordenadora de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Débora Gomide Santiago.

O trabalho de estruturação da IG para o registro contou com a participação de várias instituições e, principalmente, do engajamento dos produtores. O Mapa foi o responsável pela emissão do Instrumento Oficial, um dos documentos solicitados pelo INPI para o registro. Além disso, desde 2015, vem atuando na estruturação da IG.

Para coordenadora, a Denominação de Origem (DO) comprova que o produto tem características únicas que se devem ao meio geográfico onde é produzido, incluindo fatores naturais e humanos. Hoje, existem dez indicações geográficas de cafés registradas no Brasil, sendo sete Indicações de Procedência (IP) e três de Denominações de Origem (DO).

 

 

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