A importância de armazenar bem a farinha de mandioca
A valorização da farinha de mandioca para o momento da sua comercialização é uma preocupação constante dos produtores do Acre, estado em que essa é uma das principais atividades econômicas. Como a farinha acondicionada corretamente tem maior durabilidade, é correto afirmar que não somente o produtor, mas também o dono do supermercado terá vantagens econômicas, já que o produto se manterá por mais tempo na prateleira com a mesma qualidade e valor.
Questões como o modelo adequado de embalagem, umidade e uso de aditivos como, por exemplo, o açafrão são avaliados no processo de conservação da farinha de mandioca. Esses e outros fatores são objeto de pesquisa coordenada por Virgínia Álvares de Souza, pesquisadora da Embrapa Acre. “Se a farinha for boa e não for armazenada corretamente, ela se torna ruim para o consumo”, explica a pesquisadora.
Para a pesquisadora Virgínia é importante considerar as variáveis luz, ar e água, no processo de armazenamento da farinha. A pesquisadora dá orientações a respeito das embalagens para o armazenamento da farinha. Nesse sentido, a principal delas é utilizar embalagens previamente registradas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, onde as informações nutricionais e de classificação no rótulo são imprescindíveis para garantir a valorização da farinha.
Fatores como a pouca umidade no produto contam para a crocância e durabilidade da farinha e, principalmente, afastam a possibilidade de aparecimento de microrganismos. No caso da farinha com coco, o baixo teor de umidade, independente da embalagem, está diretamente relacionado com o maior tempo de secagem durante o processamento. Esse tipo de farinha merece maiores cuidados para impedir sua rancificação, aspecto já conhecido dos produtores.

