A importância da caatinga brasileira para a bioeconomia
Ocupando cerca de 11% do território nacional, em uma área de aproximadamente 850 mil quilômetros, a Caatinga é um ecossistema brasileiro caracterizado por uma biodiversidade adaptada às condições de clima semiárido, com altas temperaturas e baixas precipitações. Antes considerado um ambiente com baixa diversidade de espécies, os estudos atuais têm revelado uma ampla riqueza de flora e fauna endêmicas no bioma.
Além disso, o pesquisador do Instituto Nacional do Semiárido (INSA) Aldrin Perez Marin acrescenta que a Caatinga desempenha uma série de serviços socioambientais essenciais, como regulação do clima, controle de erosão, polinização, controle de pragas e doenças. Apresenta, ainda, potenciais socioeconômicos significativos por meio do aproveitamento de frutos nativos, plantas ornamentais e fitoterápicos, representando uma importante fonte de recursos para as comunidades locais.
Para Marin, os resultados alcançados pelo trabalho do Observatório destacam a eficiência da Caatinga na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, o que fortalece o argumento para a necessidade de políticas públicas de conservação e preservação desse bioma, assim como para a promoção do seu manejo sustentável.
“As pesquisas em andamento têm o potencial de subsidiar políticas públicas para a implementação de programas de neutralização da degradação do solo, recuperação de áreas degradadas e conservação de áreas intactas. A descoberta do potencial de sequestro de carbono pela Caatinga pode subsidiar programas de crédito de carbono na região, gerando benefícios econômicos, ambientais e sociais a curto e médio prazo”, prevê Marin.
Começa a primeira expedição brasileira para prospectar microorganismos que se adaptam às condições da caatinga 0

