Recomendações para combater o ataque de plantas daninhas nas plantações de bananas
A adoção de ações de controle durante o período de maior vulnerabilidade, até cinco meses após o plantio das mudas, é fundamental para maximizar a capacidade competitiva da cultura contra a comunidade daninha. A cultura da bananeira é vulnerável à interferência negativa das plantas daninhas, que provoca sérios prejuízos, sobretudo redução de produtividade e da qualidade dos frutos.
Para o estabelecimento de um programa eficiente de manejo integrado o agricultor deve considerar as características das plantas daninhas, das variedades de bananeira utilizadas e a eficácia dos métodos de controle recomendados. Tal cuidado irá garantir máxima eficácia de controle das plantas daninhas, obtenção de produtividade e lucratividade esperadas com o mínimo de impacto negativo ao ambiente.
A tecnologia baseia-se na identificação e controle das plantas daninhas por meio de cuidados de limpeza dos plantios, que impeçam a entrada dessas espécies, e de técnicas de combate mecânico, físico e químico.
O controle de plantas daninhas pode ser feito inicialmente adotando-se medidas de prevenção tais como: uso de sementes e de mudas isentas de propágulos (sementes, rizomas, tubérculos e estolões) de plantas daninhas; limpeza rigorosa de máquinas e implementos após utilização em área infestada; limpeza de margens de estradas e ramais que circundam ou atravessam as propriedades; de cercas e uso de esterco curtido ou composto.
Adoção de práticas que possibilitem vantagens competitivas para as plantas cultivadas em detrimento das daninhas. O controle mecânico que é realizado por meio de capina com enxada, muito comum na agricultura familiar, e por cultivadores de tração animal ou tracionados por trator e roçadeiras. E por último, o controle químico que é realizado por meio da aplicação dos herbicidas.
A interferência negativa das plantas daninhas sobre a bananeira é responsável por acarretar prejuízos diretos como atraso no crescimento e redução de produtividade, pois são competidoras eficientes por água, por nutrientes e por luz, resultando em perda de 85% na produtividade dos bananais quando nenhuma ação de controle é implementada. Também podem ocorrer prejuízos indiretos, pois a interferência pode afetar a qualidade do produto colhido, com redução do tamanho e do número de pencas por cacho e de frutos por penca. As plantas daninhas que ocorrem em meio às bananeiras podem ainda ser hospedeiras alternativas de pragas e de doenças.


